Nicolás Maduro assumiu nesta sexta-feira seu terceiro mandato como presidente da Venezuela, consolidando sua permanência no poder após uma eleição controversa.
Desde 2013 à frente do país, ele lidera uma nação imersa em uma grave crise econômica e social, com indicadores que refletem enormes desafios.
Durante seu governo, o Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela caiu mais de 62%, de US$ 258,99 bilhões em 2013 para US$ 97,12 bilhões em 2023, conforme dados do Banco Mundial.
A hiperinflação atingiu o pico alarmante de 1.698.488% em 2018, de acordo com o FMI, fragilizando ainda mais o sistema financeiro.
Migração venezuelana
Além disso, mais de 7,3 milhões de venezuelanos buscaram refúgio fora do país, configurando uma das maiores crises migratórias da atualidade, segundo a ONU.
A eleição presidencial de julho, que declarou Maduro vencedor, foi amplamente contestada. A oposição alegou que Edmundo González, considerado por alguns países como o vencedor legítimo, teria recebido a maioria dos votos.
Observadores internacionais apontaram falhas no processo eleitoral, alegando falta de transparência e irregularidades.
Após o pleito, a repressão contra opositores se intensificou. González, atualmente exilado na Espanha, anunciou a intenção de retornar à Venezuela, apesar de um mandado de prisão em seu nome.
O governo ofereceu US$ 100.000 por informações sobre seu paradeiro, acusando-o de conspiração. María Corina Machado, outra líder da oposição, foi temporariamente detida durante uma manifestação, mas reafirmou seu compromisso com a luta pela democracia.
No cenário internacional, Maduro enfrenta resistência de países como Estados Unidos, Brasil e membros da União Europeia, que não reconhecem a legitimidade de seu novo mandato.
As sanções econômicas impostas nos últimos anos afetaram severamente o setor petrolífero, principal fonte de receita do país, que viu suas exportações cair 80% desde 2013.
Analistas afirmam que o futuro da Venezuela depende de esforços para promover negociações entre governo e oposição, além de uma mobilização interna para superar os desafios econômicos e políticos, em um cenário de crescente polarização.
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