quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Publicidade para turismo, bebidas e automóveis tem queda na pandemia

Consumidores tinham a expectativa de que as marcas veiculassem informações sobre como as marcas ajudariam seus funcionários na pandemia.
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O mercado publicitário refletiu as expectativas da sociedade, e do consumidor em particular, durante o período de pandemia. Pelo menos é o que informa a pesquisa da Kantar Ibope Media, que analisa os períodos pré e durante a pandemia de Covid-19, constatando leve queda dos investimentos em verbas publicitárias em determinados setores, assim como direcionamento de campanhas para abordar o tema deste cenário pandêmico.

Conforme o estudo, no primeiro trimestre deste ano, os investimentos publicitários foram de R$ 11,2 bilhões, o que indica queda de 1,2% em relação ao mesmo período de 2020, e considerando os mesmo canais nos dois períodos.

De acordo com análise da Kantar Ibope Media, a baixa nos investimentos se explica pelo impacto da Covid-19 em setores como turismo (-43%), bebidas (-27%) e automotivo (-27%). No entanto, outros segmentos mais conectados à vida em casa ampliaram participação entre janeiro de março, entre estes imobiliário (+53%), telecomunicações (43%) e eletros e informática (+36%). As informações foram divulgadas no último dia 7, em evento virtual da Kantar Ibope.

Propaganda sobre pandemia

O estudo mostra que, no início da pandemia, em 2020, os consumidores tinham a expectativa de que as marcas veiculassem informações sobre temas ligados à pandemia da seguinte forma: 78% esperavam a ver mais propaganda sobre o que as marcas estavam ou iriam fazer para ajudar seus funcionários.

Outros 75% queriam ver mais propaganda sobre o que as marcas estavam fazendo para ajudar as comunidades, enquanto 71%, diz o estudo da Kantar Ibope, queriam ver mais sobre o que as marcas estavam fazendo para “me ajudar”.

Por fim, 28% esperavam ver propagandas normais, como antes da pandemia de Covid-19 chegar. O estudo registra ainda que, destes, 44% queriam ver a mesma quantidade de publicidade comum, como antes da pandemia, enquanto 33% esperaravam que as marcas fossem guias para as mudanças.

Da Redação

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