Seriamente impactado pela pandemia da Covid-19, o setor de eventos e entretenimento teve um tombo de 60% no faturamento em 2021, em relação a 2020, de acordo com o presidente da Associação de Entretenimento do Estado do Amazonas (Asseeam), Gerson Sampaio. “O faturamento teve uma busca redução, o que levou a um grande crescimento da taxa de desemprego, com uma taxa de 45% das empresas do setor”, informa.
Sampaio destaca que o pior momento, foi no início de 2021 com o agravamento dos casos de Covid-19 devido à variante delta e com o colapso do fornecimento de oxigênio hospitalar no Estado. “O melhor momento ainda não tivemos. Estamos aos poucos retornando as atividades, ainda com restrições do decreto estadual, quanto ao horário e capacidade de público”, avalia.
O presidente da Asseeam também comentou sobre a suspensão do réveillon em Manaus, informando que será prejudicial para o setor, para os artistas e pessoal de backstage, mas reconhece que a cautela é necessária. “Temos um sentimento de esperança, que seja um ano próspero, a começar pela realização do Carnaval de forma responsável, dentro de protocolos”.
Sampaio acredita que eventos podem ser controlados de forma a diminuir a circulação do vírus e afirma que o setor é o que sofre mais fiscalização. Ele cite como exemplos de eventos bem sucedidos os shows de Thierry, do Pedro Sampaio e do Whinderson Nunes. Todos realizados com a curadoria da Asseeam. No caso do show do humorista Whinderson Nunes, a entidade doou mais de R$ 200 mil em ingressos para ajudar na campanha vacina premiada do Governo do Estado.
“Acreditamos que todos devem fazer sua parte, como exemplo as lojas do centro, os shoppings, as igrejas, todos deveriam cumprir o decreto estadual e exigir a apresentação do cartão de vacinação para assim incentivar cada vez mais a população a se vacinar”, defende.
Entidade buscou incentivos para o setor de eventos
O presidente da Associação de Entretenimento do Estado do Amazonas (Asseeam), Gerson Sampaio fez um balanço da atuação da entidade na busca de soluções para a atividade impactada pela Cobid-19. “A Asseeam buscou junto ao poder municipal a redução do ISS de 5% para 2% e, junto ao poder estadual, o fomento do retorno da atividade. Junto às empresas privadas, procuramos um maior apoio para a realização de eventos responsáveis.
A associação também realizou campanhas de vacinação, de conscientização, campanhas de exigência de carteira de vacinação para entrada nos estabelecimentos. O setor também doou cilindros de oxigênio e alimentação aos hospitais.
DJ teve que abrir um food truck para sobreviver na pandemia
Para se manterem em uma pandemia sem poder realizar a atividades com aglomeração e com as casas de eventos fechadas, vários profissionais de entretenimento tiveram que contar com o auxílio do governo federal ou mesmo partir para outras formas de subsistência. “Eu mesmo fui para a área de alimentação com um food truck que hoje virou mais uma fonte de renda alternativa”, diz o DJ Evandro Jr.
O DJ destaca que em 2020 só conseguiu trabalhar por dois meses, pois logo vieram os decretos de restrição de público. Já em 2021 voltaram a fazer eventos e, ainda com limitações, o resultado tem sido satisfatório.
Mas Evandro lamenta a não realização da festa oficial de Fim de Ano. “Os eventos públicos cancelados estão prejudicando muita gente. Os melhores cachês são das prefeituras e quase todas já cancelaram. Isso afeta a gente e mais o pessoal da estrutura, os barraqueiros…”, afirma.
Em relação ao Carnaval ele acredita que os casos de Covid-19 vão diminuir e estimular o poder público a liberar a festa. “Vou abrir o Carnaval com a minha banda, restrita a 3 mil pessoas (conforme delimitado por decreto do governo do Estado). Estou contando que depois do dia 15 de janeiro vão liberar tudo”.
Brasil
Segundo a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), em 2020 e 2021, cerca de 880 mil acontecimentos foram cancelados e o segmento deixou de faturar aproximadamente R$ 230 bilhões. Mas para 2022, a entidade estima que 590 mil eventos sejam realizados em todo Brasil ao longo do ano.
Reportagem: Emerson Medina
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