terça-feira, 22 de setembro de 2026

"Não existe a menor possibilidade de recuar nem um milímetro", afirma Moraes ao Washington Post

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No despacho, Alexandre de Moraes justificou a necessidade de manter a investigação e diligências que estão em fase de realização (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

O ministro Alexandre de Moraes afirmou em entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post que não pretende recuar diante das sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo ele, “não existe a menor possibilidade de recuar nem um milímetro sequer”, mesmo após ter sido incluído na lista da Lei Magnitsky, norma usada tradicionalmente contra ditadores e terroristas.

As medidas bloqueiam eventuais bens de Moraes em território americano e proíbem transações financeiras com cidadãos ou empresas dos Estados Unidos.

A decisão foi acompanhada de críticas diretas do governo Trump, que acusa o ministro de promover uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na entrevista, Moraes reforçou que o julgamento dos acusados pela tentativa de golpe seguirá os ritos da Justiça brasileira. Ele afirmou que caberá ao STF analisar as provas e decidir sobre condenações ou absolvições.

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O ministro também rebateu as críticas de apoiadores de Bolsonaro, classificando-as como “narrativas falsas” que, segundo ele, prejudicam a relação histórica entre Brasil e Estados Unidos.

O Washington Post destacou o papel de Moraes no processo, chamando-o de “xerife da democracia” e lembrando sua atuação contra plataformas digitais, como o X, de Elon Musk, em casos de desinformação.

Para o ministro, a reação brasileira tem raízes históricas. “O Brasil enfrentou longos períodos de ditadura e diversas tentativas de golpe. Isso nos obriga a criar anticorpos mais fortes para proteger a democracia”, disse.

Moraes reconheceu que a pressão internacional não é agradável, mas reafirmou sua posição. “É preciso defender a democracia. Enquanto houver necessidade, a investigação continuará”, concluiu.

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