Pesquisa realizada pela plataforma “Mobilize Brasil” reafirma uma realidade bastante conhecida de Manaus: quem realiza a chamada mobilidade ativa (pedestres e ciclistas) possui pouco espaço na cidade.
“O espraiamento urbano fez com que as administrações priorizassem os carros, com vias largas e calçadas precárias, quando não, inexistentes. A situação é crítica, uma vez que não há estrutura adequada, o que desestimula esse tipo de deslocamento. Além disso, ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, quando existem, são desrespeitadas. A cidade não se organiza para priorizar os modos não motorizados”, aponta Leonard Barbosa, coordenador do “Estudo Mobilize 2022” em Manaus.

A percepção negativa da mobilidade para pedestres coincide com a avaliação da campanha “Calçadas do Brasil 2019”, também realizada pelo Mobilize, na qual a capital do Amazonas teve nota 5,7 (entre zero e 10).
Para Barbosa, no entanto, o ponto mais negativo “é a indiferença para com as pessoas que precisam ou optam por se locomover pelos modais ativos e sustentáveis”.
“Falta infraestrutura básica, especialmente fora das zonas centrais. A capital manauara ainda é uma cidade para os automóveis”, diz o coordenador.

À plataforma, o diretor de Engenharia do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Uarodi Guedes, disse que a meta estabelecida pelo órgão é “implantar ou revitalizar a sinalização viária de 31 km de ciclorrotas ou ciclofaixas, de 2022 a 2025.”
Entre as ações previstas, Guedes destacou – sem apresentar prazo – dois anteprojetos de ciclovias nas avenidas Coronel Teixeira, com 4,5 km de extensão, e Governador José Lindoso (Avenida das Torres), com 1,8 km.
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