No ano em que a pandemia de Covid-19 matou quase 200 mil brasileiros (março a dezembro de 2020), o Produto Interno Bruto (PIB) despencou 4,1%, a expectativa de vida reduziu dois anos e a renda das famílias voltou aos patamares de 2009, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados da PNAD Contínua mostrando que um ano antes a situação do Amazonas já era de calamidade social, com mais de dois milhões de amazonenses (47,4 da população) vivendo abaixo da linha de pobreza, o que equivale a viver com menos R$ 31,2 por mês. Essa marca de miseráveis é a pior entre os Estados brasileiros pesquisados.
Conforme a PNAD, o número de amazonenses na miséria aumentou em relação ao ano anterior, quando 45.7% da população estava nessa condição. De acordo com o IBGE, o menor percentual de população amazonense nessa situação degradante foi registrado em 2014, quando esse índice foi de 41,7%.
Do total de amazonenses vivendo abaixo da linha da pobreza em 2019, aproximadamente 500 mil pessoas (14,4%) estavam na miséria extrema, vivendo com menos de R$ 10,8 por mês. Todos estes indicadores cresceram em relação a 2018.
De acordo com o coordenador de Divulgação do IBGE, Adjalma Nogueira, somente em Manaus, a PNDA indica que 780 mil pessoas estão abaixo da linha da pobreza, o equivalente a 220 mil famílias. Esses números são importante, na avaliação dele, para que os gestores possam desenvolver políticas públicas de redução das desigualdades.
Entre essas políticas podem estar os auxílios criados pelo Governo do Estado e pela prefeitura de Manaus para ajudar os trabalhadores afetados pelas medidas de restrição adotadas em função da pandemia de Covid-19.
Texto: Gerson Severo Dantas