A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, alertou que “as tecnologias, hoje, oferecem a possibilidade de morte até de liberdades se não forem devidamente reguladas”.
Em sua fala nesta sexta-feira (4/10) durante a abertura de um encontro com convidados internacionais para discutir as eleições de domingo (6/10), ela destacou que a desinformação, agravada pelo uso da inteligência artificial, ameaça a capacidade das pessoas de fazerem escolhas conscientes.
Cármen Lúcia comparou a regulação das redes sociais à implementação de regras para a condução de veículos, citando que, assim como não se permite que um motorista imprudente coloque vidas em risco, as plataformas digitais também precisam de controle.
“A gente não permitiu que alguém alucinado no volante de um carro pudesse matar o outro”, exemplificou a ministra.
Ela também rebateu críticas de que regulamentar as redes seria uma forma de censura, classificando essa ideia como fake news.
Segundo a ministra, a inteligência artificial potencializa a confusão do cérebro humano ao criar conteúdos que parecem verdadeiros, mas que, na realidade, desinformam.
“O cérebro confundido não é um cérebro livre, ele não pode fazer escolhas livres, porque ele não tem o prumo necessário, o raciocínio necessário para que a liberdade crítica se estabeleça”, concluiu Cármen.
*Com informações de Lavínia Kaucz, do Estadão Conteúdo
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