O governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, vai iniciar a qualificação de mil famílias extrativistas no Médio Solimões, no Amazonas.
A ação começa no fim de junho e faz parte do Programa Nacional de Fortalecimento da Sociobiodiversidade (Pró-Sociobio), lançado nesta semana em Brasília.
Serão atendidos agricultores familiares organizados em cooperativas, associações ou outros coletivos nos municípios de Alvarães, Carauari, Juruá, Tefé, Fonte Boa, Japurá, Maraã, Tonantins e Uarini.
O objetivo é fortalecer os sistemas produtivos da sociobiodiversidade, promovendo o desenvolvimento sustentável e a conservação dos biomas.
O programa incentiva formas de produção ligadas aos campos, florestas e rios, com destaque para alimentos saudáveis oriundos de agroflorestas.
Entre as ações previstas estão assistência técnica, acesso a crédito, incentivo à pesquisa e apoio na abertura de mercados para os produtos da sociobiodiversidade.
Parceiros como a Conab, o Incra, a Anater e a Agência de Cooperação Alemã (GIZ) vão atuar junto ao ministério para colocar o programa em prática.
“A sociobiodiversidade envolve diversos produtos, formas de produção e tipos de produtores. O fortalecimento dessas cadeias precisa estar alinhado com o Programa Nacional de Florestas Produtivas e com os compromissos do Acordo de Paris”, explicou Moisés Savian, secretário de Governança Fundiária.
Além dessa iniciativa, o governo também tem ampliado o crédito para esse setor.
Entre 2024 e 2025, o Pronaf Bioeconomia movimentou R$ 1,86 bilhão, um crescimento de 26,5%. Houve também aumento no financiamento para produção de açaí, cacau e outros itens valiosos da sociobiodiversidade.
Com esse conjunto de ações, o governo busca garantir renda, preservação ambiental e segurança alimentar para as populações da floresta.
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