terça-feira, 22 de setembro de 2026

Merendeiras do Amazonas disputam prêmio nacional com receitas regionais

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Duas merendeiras da rede estadual do Amazonas estão entre as finalistas da 3ª edição do Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. A votação popular da etapa final começou em 15 de maio e segue aberta até 30 de maio por meio de formulário eletrônico.

As finalistas amazonenses são Rosineia Barbosa, da Escola Estadual de Tempo Integral Almirante Barroso, na zona centro-sul de Manaus, e Gleuce Garcia, da Escola Estadual Nossa Senhora da Divina Providência, na zona sul da capital. O concurso valoriza receitas saudáveis, regionais e preparadas com ingredientes da agricultura familiar.

Segundo a Secretaria de Educação do Amazonas, mais de 5 mil receitas foram inscritas em todo o país, e apenas 136 avançaram para a votação popular. No Estado, a mobilização foi conduzida com apoio do Núcleo de Alimentação e Nutrição Escolar, que orientou coordenadorias distritais e regionais sobre o processo de inscrição.

Rosineia concorre com a receita “Mapará à moda amazonense”, feita com peixe mapará assado e desfiado, temperos regionais, farinha e banana pacovã. Já Gleuce participa com “Almôndegas Assadas de Pirarucu ao Molho Cremoso de Abóbora Regional com Couve”.

A participação amazonense tem valor que vai além do prêmio. Ela mostra que a alimentação escolar pode ser instrumento de educação alimentar, valorização cultural e fortalecimento da economia local. Quando a merenda incorpora peixe regional, farinha, banana, abóbora e produtos da agricultura familiar, a escola deixa de depender de um cardápio padronizado e passa a dialogar com a realidade alimentar da Amazônia.

O desafio é transformar boas receitas em política permanente. A compra da agricultura familiar, a capacitação de merendeiras e o acompanhamento nutricional precisam ser tratados como parte da aprendizagem. Criança alimentada com qualidade aprende melhor; produtor local com mercado garantido gera renda; e a cultura alimentar regional ganha espaço dentro da escola.

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