A licença-maternidade das deputadas estaduais Mayra Dias (Avante) e Joana Darc (União Brasil) gerou um forte debate entre os deputados Sinésio Campos (PT) e Alessandra Campelo (Podemos), durante a sessão da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Sinésio foi à tribuna reclamar que comissões presididas e integradas pelas duas colegas estavam sofrendo problemas na continuidade de trabalho e que, por isso, apresentará um projeto de lei para regulamentar essas situações, sugerindo a substituição de líderes que estiverem de licenças médicas ou maternidade.
Alessandra não gostou da fala de Sinésio e lembrou que há outros membros nas comissões integradas pelas colegas que estão de licença. A parlamentar destacou ainda que falta a Sinésio – e a estes demais membros – iniciativa para dar continuidade aos trabalhos, desconsiderando a necessidade de se criar um um projeto de lei para resolver um problema considerado por ela “inexistente”.
A deputada do Podemos reafirmou que os demais integrantes das comissões podem agendar reuniões, pautar projetos e analisá-los, afirmando ser possível que os colegas respeitem estes direitos das mulheres e ainda assim ter a garantia de um funcionamento regular destas comissões.
“Licença-maternidade é um direito de todas as mulheres. Elas não têm como, lá da licença-maternidade, coordenador os trabalhos (da comissão). Essa casa precisa se acostumar aos direitos das mulheres, seja uma deputada ou uma assessora”, defendeu Alessandra.
Leia mais:
- Ipaam define critérios para conceder licenciamento para flutuantes do Tarumã
- Diálogos Amazônicos debate empreendedorismo feminino na região, nesta segunda-feira (29/4)