quarta-feira, 23 de setembro de 2026

María Corina vence Trump e ganha o Prêmio Nobel da Paz 2025

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María Corina Machado

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado venceu o Prêmio Nobel da Paz de 2025, superando o presidente norte-americano Donald Trump, um dos favoritos da edição.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (10/10), em Oslo, pelo Comitê Norueguês do Nobel, que destacou a “coragem e persistência” da ativista na luta pacífica por eleições livres e pela reconstrução das instituições democráticas da Venezuela.

A escolha representa uma vitória moral contra o autoritarismo do regime de Nicolás Maduro e um gesto político com forte impacto internacional.

Ao reconhecer Machado, o Comitê exalta não apenas uma figura individual, mas a resistência de milhões de venezuelanos que há anos enfrentam repressão, censura e exílio forçado.

Segundo Berit Reiss-Andersen, presidente do Comitê, “María Corina Machado se manteve firme diante da perseguição e das tentativas de silenciamento. Sua liderança é um farol de esperança para um país que quer liberdade”.

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Um Nobel da Paz com mensagem política

Engenheira e ex-deputada de 57 anos, Machado é conhecida por desafiar o chavismo desde o início do governo de Hugo Chávez. Foi cassada em 2014, após liderar protestos contra o regime, e impedida de ocupar cargos públicos por 15 anos.

Ainda assim, consolidou-se como a principal voz da oposição e venceu as primárias opositoras de 2024 — mesmo sem poder concorrer oficialmente contra Maduro.

Sua trajetória de enfrentamento a um regime autoritário e a mobilização de uma diáspora de mais de 7 milhões de venezuelanos transformaram seu nome em sinônimo de resistência.

Ao premiá-la, o Comitê Nobel deixou de lado a candidatura de Trump, cuja indicação se baseava em esforços diplomáticos no Oriente Médio, e optou por valorizar a luta democrática de base — em vez de uma liderança estatal marcada pela polarização.

Para o cientista político norueguês Lars Johansen, “o prêmio é um recado claro: o mundo continua a reconhecer o poder da resistência civil diante da opressão, e não a autopromoção política”.

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