A pesquisa da World Air Quality, conduzida pela IQAir e divulgada nesta semana, revelou que Manaus é a terceira cidade com pior qualidade do ar no Brasil.
Segundo o relatório, a capital amazonense registrou uma significativa deterioração na qualidade do ar entre 2021 e 2023.
O cenário alarmante é resultado, em grande parte, das persistentes queimadas que assolaram a região no ano passado. Período em que, durante vários dias, a cidade foi encoberta por densas fumaças decorrentes das queimadas provocadas em municípios do Amazonas próximos à capital.
Ar poluído em Manaus
Um dos indicadores mais críticos é a concentração de materiais particulados com diâmetro de até 2,5 micrômetros (MP 2,5), os quais representam sérios riscos à saúde humana.
Em Manaus, esse índice ultrapassa em mais de três vezes o limite estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em 2021, o nível de MP 2,5 na atmosfera manauara já era duas vezes superior ao recomendado pela OMS.
Os piores meses registrado em Manaus foram setembro, outubro e novembro de 2023. Em outubro, a qualidade do ar ficou em 53.6 considerado muito perigoso para a saúde.

Cidades no Brasil
A pesquisa também destacou que Xapuri, no Acre, foi o município brasileiro com o pior índice de poluição atmosférica.
Entre as cidades analisadas, apenas Fortaleza conseguiu manter-se dentro dos parâmetros estabelecidos pela OMS.
Das 10 cidades listadas com o ar mais poluído no país, seis estão localizadas no estado de São Paulo e duas pertencem à Região Norte do país.
A seguir, estão listadas todas as cidades brasileiras analisadas, juntamente com seus respectivos índices de poluição atmosférica:
- Xapuri (Acre): 21 (excede de 3 a 5 vezes o parâmetro da OMS);
- Osasco (São Paulo): 19,4 (excede de 3 a 5 vezes o parâmetro da OMS);
- Manaus (Amazonas): 16,8 (excede de 3 a 5 vezes o parâmetro da OMS);
- Camaçari (Bahia): 16,2 (excede de 3 a 5 vezes o parâmetro da OMS);
- Guarulhos (São Paulo): 16 (excede de 3 a 5 vezes o parâmetro da OMS);
- São Caetano (São Paulo): 15,9 (excede de 3 a 5 vezes o parâmetro da OMS);
- Rio Claro (São Paulo): 15,5 (excede de 3 a 5 vezes o parâmetro da OMS);
- Cubatão (São Paulo): 15,4 (excede de 3 a 5 vezes o parâmetro da OMS);
- Acrelândia (Acre): 15 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);
- Campinas (São Paulo): 15 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS).
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