Ao menos três usinas solares serão inauguradas até o mês de setembro deste ano para atender à capital. As estruturas vão fornecer energia fotovoltaica por meio da aquisição ou do aluguel de placas de energia, descartando adaptações estruturais ao local que receberá o serviço.
A prestação do serviço acontece por meio de cooperativas que destinam a área física e a parte estrutural para a geração de energia solar. É o caso da Cooperativa de Energia Renovável do Amazonas (Coopersol), que até setembro ofertará mais 1,2 MW de energia renovável a partir da instalação de 2.850 placas. É a segunda usina solar da cooperativa.
De acordo com o presidente da Coopersol e presidente da Federação das Cooperativas da Região Norte, José Merched Chaar, a energia gerada chega à rede que é distribuída pela Amazonas Energia e também atende às residências e indústrias próximas à usina, localizada no quilômetro 24 da AM-010.
“O consumidor verifica quantos kilowatts (kW) demandará e então adquire a quantidade de placas que o atenderá. Também tem acesso a um banco cumulativo que permite gastar o que foi armazenado em período de menor consumo. Mas, se exceder, paga a diferença à Amazonas Energia”, explicou.
O valor de uma placa custa em média R$1,4 mil. As placas têm 25 anos de vida útil.
Bemol optou por alugar placas por meio de cooperativa
Ao falar sobre o projeto Bemol Solar, o diretor financeiro da Bemol, Marcelo Forma, explicou que a empresa enxergou na energia solar a possibilidade de facilitar o acesso do público à energia limpa e sustentável, por menores custos.
“A energia gerada por essas placas será injetada na conta de luz e aquilo que o consumidor estiver pagando para a Bemol (aluguel) em relação às placas, não precisará ser pago à concessionária. Ele vai pagar um valor residual daquilo que não está incorporado ou que não foi produzido pela Bemol”, disse.
“Além de pagar mais barato, o consumidor também contribuirá com um mundo mais sustentável”, completou.
A Bemol Solar conta com uma usina em operação e outras duas que serão inauguradas ainda neste mês de junho, com operação em julho. A empresa afirma que já está recebendo reservas de locação para clientes externos.
PIM demanda energia alternativa
Segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, a indústria é a maior consumidora da energia elétrica e necessita buscar alternativas na tentativa de baratear os custos.
“Algumas indústrias já instalaram painéis de geração de energia solar, outras adquiriram cotas de participação em “fazendas compartilhadas”, mas a oferta ainda é aquém da procura. O Brasil precisa estabelecer uma prioridade e incentivo às iniciativas de co-geração de energia”, avaliou.
“Hoje temos poucas geradoras com muita potência gerada por cada uma, mas o ideal seria pulverizar a geração, onde teríamos muitas geradoras gerando pouca energia cada uma, o resultado seria uma grande oferta de energia”, completou.
Texto: Priscila Caldas
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