quarta-feira, 23 de setembro de 2026
VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Luta contra o machismo deve partir, inclusive, dos homens, diz ministra Carmém Lúcia

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Pela segunda vez, Cármem Lúcia é eleita presidente do TSE. (Foto:Luiz Roberto/Secom/TSE)
Presidente do TSE tem afirmado que não vai medir esforços para que a eleição no Amazonas ocorra de forma tranquila (Foto:Luiz Roberto/Secom/TSE)

Durante discurso de abertura IV Conferência Estadual da Mulher Advogada, ontem (22/07), em Salvador, na Bahia, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, voltou a criticar o machismo na política brasileira e na sociedade em geral. Ela enfatizou que a Constituição Federal é bem clara quando afirma que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.

A ministra defendeu que a luta contra o machismo deve partir, inclusive, dos homens e relembrou casos recentes de violência de gênero na Justiça.

“Se eu ficar apenas na semana passada, para fazer um recorte, um juiz negou o direito de uma mulher. Um dito julgador, porque togado, afirmou que são as mulheres que estão assediando os homens. Segundo ele porque está ‘sobrando mulher’. Mulher não é sobra, mulher não é resto”, falou.

Na semana passada, o desembargador Luís César de Paula Espíndola, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), foi afastado do cargo por declarações misóginas durante o julgamento de um caso de assédio sexual. O magistrado afirmou que as mulheres estão “loucas para levar um elogio, uma piscadela, uma cantada educada”, enquanto julgava o pedido de uma medida protetiva para uma menina de 12 anos que se sentiu assediada por um professor.

“A Constituição não é bandeira para encobrir covardias, mas a matança e estupro de mulheres são permanentes atos de infâmia e covardia que continuamos mantendo. Nós precisamos de um processo de libertação, de mulheres e de homens, desses modelos cruéis”, afirmou.

Ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármem Lúcia lamentou e ressaltou que discursos de ódio têm afastado mulheres da política, a três meses das eleições municipais. Segundo ela, as ofensas que candidatas sofrem são diferentes das críticas direcionadas aos homens.

“Para as mulheres são discursos sexistas, machistas, misóginos, que desmoralizam a mulher, suas famílias”, disse.

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