A ministra Cármen Lúcia, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), presidiu a mesa que debateu o tema ‘Como as democracias sobrevivem’ no 1º Seminário Internacional: Inteligência Artificial, Democracia e Eleições. O evento aconteceu nesta terça-feira (21/5).
O seminário tem como objetivo discutir mecanismos para assegurar a prevalência das democracias em um mundo cada vez mais digitalizado. O debate de hoje girou em torno dos riscos e benefícios da inteligência artificial (IA) para as eleições.
A ministra expressou uma preocupação particular com a “artificialização das realidades” e a potencial manipulação da opinião pública por meio de algoritmos controlados por entidades com interesses específicos.
Cármen Lúcia enfatizou a importância de confiar na “inteligência natural” de cada eleitor, destacando que cada cidadão tem a capacidade crítica para a manutenção de uma sociedade livre e democrática.
“Precisamos garantir que as pessoas usem as máquinas e não sejam usadas por elas”, disse, ressaltando a necessidade de vigilância das plataformas digitais”, frisou.
A ministra alertou para a ameaça representada pelas plataformas digitais que operam em uma “terra digital”, onde a identidade dos operadores e os algoritmos podem manipular as liberdades individuais e a própria democracia.
O encontro buscou discutir mecanismos para garantir que as democracias continuem a prevalecer globalmente, reconhecendo que a liberdade é a base para uma humanidade plena.
Ao final do debate, a ministra reafirmou o compromisso do TSE com a transparência e a integridade das eleições.
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