quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Lula lança carta aberta prometendo 'política fiscal responsável'

Segundo a carta, as primeiras medidas do governo de Lula serão para resgatar da fome 33 milhões de pessoas e tirar da pobreza mais de 100 milhões de brasileiros.
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Lula

A três dias das eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou uma carta aberta em que se compromete a combinar responsabilidade fiscal e social, caso eleito.

“A política fiscal responsável deve seguir regras claras e realistas, com compromissos plurianuais, compatíveis com o enfrentamento da emergência social que vivemos e com a necessidade de reativar o investimento público e privado para arrancar o país da estagnação”, diz o texto.

No texto, chamado de “Carta para o Brasil do Amanhã”, o ex-presidente elenca 13 pontos prioritários.

O documento, divulgado nesta quinta-feira, 27, sintetiza as promessas anunciadas ao longo da campanha, na tentativa de amenizar temores no mercado.

Na carta, Lula promete retomada de obras e investimento em infraestrutura.

“Vamos investir em serviços públicos e sociais, em infraestrutura econômica e em recursos naturais estratégicos. Os bancos públicos, especialmente o BNDES, e empresas indutoras do crescimento e inovação tecnológica, como a Petrobras, terão papel fundamental neste novo ciclo”, diz.

“Ao mesmo tempo, vamos impulsionar o cooperativismo e a economia solidária e popular. A roda da economia vai voltar a girar e o povo vai voltar e ser incluído no Orçamento”, completa.

Segundo o documento, “as primeiras medidas de nosso governo serão para resgatar da fome 33 milhões de pessoas e tirar da pobreza mais de 100 milhões de brasileiros”.

O petista vinha sendo pressionado para que detalhasse sua agenda e antecipasse os possíveis integrantes da equipe econômica de um eventual novo governo seu.

“Enfrentaremos o desemprego e a precarização do mundo do trabalho, com um amplo debate tripartite (governo, empresários e trabalhadores), para construir uma Nova Legislação Trabalhista que assegure direitos mínimos -tanto trabalhistas como previdenciários”, diz a carta atual.

Texto: Catia Seabra (FolhaPress)

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