domingo, 4 de outubro de 2026

Lula intensifica campanha do voto últil e consegue apoio de ex-adversários

Ex-adversários de Lula à Presidência, como Fernando Meirelles e Cristóvão Buarque, anunciaram apoio à candidatura do petista que busca ganhar as eleições no 1º turno.
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Meirelles foi presidente do Banco Central e Cristovam comandou o Ministério da Educação no governo Lula (Foto: Ricardo Stuckert/PT)
Meirelles foi presidente do Banco Central e Cristovam comandou o Ministério da Educação no governo Lula (Foto: Ricardo Stuckert/PT)

 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu na manhã desta segunda-feira (19) com políticos que já foram candidatos à Presidência em outras eleições, entre eles o ex-ministro da Fazenda e ex-secretário da Fazenda do Estado de São Paulo Henrique Meirelles (União Brasil) e o ex-senador Cristovam Buarque (Cidadania).

O encontro é mais um movimento da campanha do ex-presidente em busca da vitória no primeiro turno.

Meirelles foi presidente do Banco Central e Cristovam comandou o Ministério da Educação no governo Lula -Cristovam foi demitido pelo petista por telefone ainda no início do primeiro mandato.

Como a Folha de S.Paulo mostrou, a equipe do ex-presidente prepara uma ofensiva pelo voto útil e contra a abstenção, além de apostar na mobilização da militância nas ruas, para gerar uma onda decisiva na reta final da campanha presidencial.

Em sua fala, Cristovam disse que Lula é o melhor candidato para presidir o Brasil hoje e que é preciso liquidar a fatura do pleito no primeiro turno. Ele afirmou ainda que seria uma irresponsabilidade deixar a eleição para o segundo turno.

Cristovam, que estava em Lisboa no dia da exoneração, teria dito a interlocutores que se sentia “frustraliviado” com a decisão. Lula, por sua vez, teria dito que o então senador seria um bom formulador, mas um mau gestor.

Meirelles afirmou que participa do encontro “com tranquilidade e confiança”, porque sabe o “que funciona e o que pode funcionar no Brasil”. Ele citou dados da gestão de Lula, quando atuou como presidente do Banco Central, e disse se pautar pelos fatos.

Texto: Victória Azevedo e Cátia Seabra (Folhapress)

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