quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Lula ganha em oito das dez cidades que mais perderam empregos

Cidades do Nordeste e Sudeste que mais perderam empregos, segundo o Caged, tenderam para Lula, enquanto Bolsonaro cresceu em cidades do Sudeste, Centro-Oeste e Norte.
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Cidades que perderam em édia mais de 2 mil postos de trabalho deram vitória a Lula no 1º turno (Foto: Reprodução)
Cidades que perderam em édia mais de 2 mil postos de trabalho deram vitória a Lula no 1º turno (Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) vem ressaltando em sua campanha pela reeleição dados positivos sobre recuperação do emprego. O discurso, no entanto, parece surtir pouco efeito nas cidades que mais perderam postos de trabalho neste ano: das dez piores no ranking, oito deram mais votos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno.

As quatro cidades que mais perderam empregos até agosto, em números absolutos, estão na região Nordeste e registram saldos negativos de mais de 2.200 postos de trabalho cada uma: Sirinhaém (PE), Capela (SE), São José da Laje (AL) e Rio Formoso (PE).

Em seguida, aparecem Indianópolis (MG), Parauapebas (PA), Lucélia (SP), São Miguel dos Campos (AL), Santo Antônio dos Lopes (MA) e Campo Alegre (AL).

Entre as cidades que compõe o ranking, Bolsonaro só teve mais votos do que Lula no município paraense e no paulista.

Em contrapartida, quando considerados as dez cidades que mais abriram postos de trabalho formais no ano, o atual presidente obteve mais votos do que os demais candidatos em seis: Rio de Janeiro (47%), Brasília (51,6%), Belo Horizonte (46,6%), Curitiba (55,3%), Goiânia (56,1%) e Manaus (53,6%).

Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência.

Considerando todo o território nacional, o mercado de trabalho de fato tem dado sinais de melhora –o saldo entre admissões e desligamentos é positivo em 1,853 milhão de vagas de janeiro a agosto. Mas, nas cidades que perderam mais empregos em 2022, pesa um cenário mais frágil, dizem economistas.

Texto: Douglas Gavras e Leonardo Vieceli

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