terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Lula lidera pesquisa de 2026, mas empata tecnicamente com Flávio Bolsonaro no 2º turno

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(Foto: © Valter Campanato/Agência Brasil)

A pesquisa Meio/Ideia de julho de 2026 coloca Luiz Inácio Lula da Silva na liderança dos cenários de primeiro turno para a Presidência da República, mas apresenta uma disputa mais estreita quando o confronto é reduzido a dois nomes. No cenário estimulado com Flávio Bolsonaro, Lula aparece com 40,4% das intenções de voto, ante 32% do senador. A diferença nominal de 8,4 pontos percentuais supera a margem de erro de 2,5 pontos aplicada ao conjunto da amostra e caracteriza liderança numérica consistente naquele cenário específico. No segundo turno entre os dois, porém, Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro, 40%. A distância de cinco pontos coincide com a soma das margens máximas atribuídas aos dois percentuais, o que recomenda tratar o resultado como empate técnico no limite da margem de erro, e não como vantagem eleitoral consolidada.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre 3 e 6 de julho de 2026. A margem de erro informada é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05628/2026 – BRASIL. O relatório apresenta dados nacionais, séries históricas e recortes por gênero, idade, renda, região e religião. A publicação não informa expressamente o contratante nem detalha, no PDF, o tamanho de cada subamostra utilizada nos cruzamentos.

Liderança aparece antes mesmo da apresentação da lista

A intenção espontânea, na qual o entrevistado responde sem receber uma relação de candidatos, oferece uma primeira medida do grau de lembrança e consolidação dos nomes no eleitorado. Nesse formato, Lula registra 32,8% e Flávio Bolsonaro, 20,3%. A diferença nominal é de 12,5 pontos. Depois deles, nenhum nome alcança 2%: Jair Bolsonaro é citado por 1,3%, Ronaldo Caiado por 1,2%, Renan Santos por 0,7%, Romeu Zema e Michelle Bolsonaro por 0,4% cada, Eduardo Bolsonaro por 0,3%, e Joaquim Barbosa, Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad por 0,1% cada. A categoria “outros” soma 0,7%.

O dado mais relevante da pergunta espontânea, além da liderança dos dois primeiros, é o tamanho do eleitorado que ainda não apresenta uma escolha nominal. Segundo o relatório, 33,1% dizem não saber em quem votariam. Outros 8,5% respondem ninguém, branco ou nulo. Somadas apenas como indicador de não definição — sem confundir indecisão com recusa ao voto válido — essas duas categorias reúnem 41,6% da amostra. O número mostra que a lembrança espontânea dos candidatos ainda convive com um espaço amplo de incerteza, desinteresse ou rejeição geral.

A comparação entre as respostas espontânea e estimulada ajuda a interpretar o estágio da disputa. Lula passa de 32,8% para 40,4% quando os nomes são apresentados, um acréscimo nominal de 7,6 pontos. Flávio Bolsonaro sobe de 20,3% para 32%, avanço de 11,7 pontos. A diferença sugere que o senador possui um contingente relevante de eleitores que o escolhe quando vê o nome na lista, mas ainda não o menciona espontaneamente. Lula, por sua vez, parte de um patamar espontâneo mais alto, compatível com maior lembrança nacional e com a condição de presidente em exercício.

Não se deve concluir, apenas com essa comparação, que os acréscimos representam votos definitivamente conquistados. Perguntas espontâneas e estimuladas medem situações diferentes: a primeira exige lembrança ativa; a segunda facilita o reconhecimento e obriga o entrevistado a reagir a uma lista. O contraste serve para identificar o grau de cristalização das candidaturas, mas não equivale a uma transferência automática de eleitores.

Cenário estimulado concentra a disputa em dois polos

No cenário estimulado que inclui Flávio Bolsonaro, Lula lidera com 40,4%, seguido pelo senador, com 32%. Ronaldo Caiado aparece com 4%, Romeu Zema com 2,5%, Aécio Neves e Renan Santos com 2% cada, Augusto Cury com 1,5%, Joaquim Barbosa e Cabo Daciolo com 0,5% cada, Rui Costa Pimenta e Samara Martins com 0,4% cada, e Hertz Dias e Edmilson Costa com 0,1% cada. Ninguém, branco ou nulo representa 4,1%, enquanto 9,5% não sabem.

Os dois primeiros somam 72,4% das intenções declaradas nesse cenário. A concentração reduz o espaço imediato dos demais concorrentes e indica que a eleição, no retrato captado entre 3 e 6 de julho, está organizada principalmente em torno de Lula e Flávio Bolsonaro. Ainda assim, a presença de 13,6% entre indecisos e votos não válidos, além dos percentuais dos candidatos menores, impede qualquer leitura de primeiro turno como resultado encerrado.

Também é necessário distinguir intenção de voto total de votos válidos. A pesquisa apresenta os percentuais sobre o conjunto dos entrevistados, incluindo branco, nulo e não sabe. A legislação eleitoral considera apenas votos válidos para definir eventual vitória no primeiro turno. O PDF não fornece um cálculo oficial de votos válidos para o cenário estimulado, e qualquer conversão dependeria de hipóteses sobre o comportamento futuro de indecisos e de quem hoje declara voto branco ou nulo. Por isso, os 40,4% de Lula não devem ser apresentados como proximidade matemática automática de vitória no primeiro turno.

A distância entre Lula e Flávio Bolsonaro nesse cenário é superior à margem de erro geral, mesmo na comparação mais conservadora. Lula poderia variar, em tese, entre 37,9% e 42,9%, enquanto Flávio poderia oscilar entre 29,5% e 34,5%. Os intervalos não se sobrepõem. Essa é a razão técnica para descrever Lula como líder consolidado no cenário estimulado da rodada, embora não seja possível transformar a fotografia de julho em previsão do resultado eleitoral.

Segundo turno reduz a diferença para cinco pontos

A simulação de segundo turno produz um quadro mais competitivo. Lula registra 45%, Flávio Bolsonaro 40%, branco ou nulo 10,5% e não sabe 4,5%. A diferença nominal é de cinco pontos percentuais. Considerada a margem de erro de 2,5 pontos para cada estimativa, o intervalo possível de Lula vai de 42,5% a 47,5%, e o de Flávio, de 37,5% a 42,5%. Os intervalos se encontram no limite de 42,5%. Por esse motivo, a formulação jornalística mais prudente é que Lula aparece numericamente à frente, mas os dois estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro.

Essa distinção é importante porque evita duas distorções frequentes. A primeira seria afirmar que existe vitória garantida de Lula, algo que a pesquisa não permite. A segunda seria ignorar a diferença nominal e dizer que os números são idênticos. Eles não são: a estimativa central é de 45% a 40%. O conceito de empate técnico significa que, diante da incerteza amostral, não é possível assegurar estatisticamente a ordem real dos candidatos na população com base apenas naquela rodada.

O segundo turno também mostra redução da parcela sem candidato. Branco e nulo ficam em 10,5%, enquanto os indecisos recuam para 4,5%. Em comparação com a espontânea, na qual 33,1% não sabiam citar um nome, a apresentação de uma escolha binária diminui fortemente a indefinição. Isso é esperado em perguntas fechadas e sugere que parte dos eleitores sem candidatura espontânea já consegue tomar posição quando confrontada com os dois polos principais.

Série histórica indica estabilidade, não trajetória linear

O relatório apresenta a evolução do confronto Lula x Flávio Bolsonaro desde janeiro. Lula aparece com 46,2% em 13 de janeiro, 45,8% em 4 de fevereiro, 47,4% em 11 de março, 45,5% em 8 de abril, 44,7% em 6 de maio, 46,5% em 28 de maio e 45% em 6 de julho. Flávio Bolsonaro registra, nas mesmas datas, 36%, 41,1%, 45,3%, 45,8%, 45,3%, 41,4% e 40%.

A série mostra que a distância entre os dois oscilou, chegando a um quadro praticamente igual em março, abril e início de maio, e voltando a se ampliar nas duas rodadas mais recentes. Lula, porém, permanece em faixa relativamente estreita, entre 44,7% e 47,4%. Flávio apresenta maior variação, de 36% a 45,8%. A leitura mais segura é de estabilidade no patamar do presidente e oscilação mais intensa do adversário, sem tendência linear suficiente para projetar o comportamento das próximas rodadas.

Brancos e nulos variam de 4,1% a 10,5% ao longo da série, atingindo o maior percentual em julho. O grupo que não sabe fica entre 2,1% e 8%, terminando a rodada em 4,5%. O crescimento recente dos votos brancos e nulos, ao mesmo tempo em que a diferença entre os candidatos aumenta, sugere que parte do movimento da série não decorre apenas de transferência direta entre Lula e Flávio. Pode haver eleitores que se afastaram temporariamente de ambos. Essa é uma interpretação compatível com os dados, mas não pode ser tratada como fato individual porque a pesquisa publicada não acompanha as mesmas pessoas ao longo do tempo.

Terceiros nomes permanecem abaixo de 5%

Ronaldo Caiado, com 4%, lidera o grupo situado fora dos dois principais polos no cenário de primeiro turno com Flávio Bolsonaro. Romeu Zema aparece com 2,5%; Aécio Neves e Renan Santos, com 2% cada. A soma de todos os demais nomes não cria, na rodada, um terceiro bloco próximo aos dois líderes.

A baixa pontuação dos concorrentes menores tem duas implicações distintas. De um lado, reduz a fragmentação imediata e favorece a leitura de uma disputa polarizada. De outro, preserva um conjunto de votos que pode ser relevante para alianças, exposição de campanha e eventual segundo turno. O fato de um candidato ter 4%, 2,5% ou 2% em julho não permite concluir que permanecerá nesse nível até a eleição. Campanha oficial, propaganda, debates, palanques regionais, decisões partidárias e fatos econômicos podem alterar conhecimento, rejeição e intenção de voto.

A pesquisa também simula confrontos diretos de Lula com outros nomes. O presidente marca 45% contra 37,6% de Ronaldo Caiado, 45% contra 37% de Romeu Zema, 45% contra 33% de Renan Santos e 45% contra 23% de Joaquim Barbosa. Nos três primeiros casos, Lula mantém o mesmo patamar de 45%, enquanto o desempenho do adversário varia. Esse padrão reforça a impressão de que o apoio ao presidente está relativamente estável nas simulações binárias, enquanto a capacidade de agregação da oposição depende do nome apresentado.

Não é correto comparar mecanicamente todas essas diferenças como se as simulações fossem previsões equivalentes. Cada confronto produz uma configuração própria de indecisos e votos brancos ou nulos. Contra Caiado, por exemplo, branco ou nulo soma 11% e não sabe, 6,4%. Contra Zema, 11,9% e 6,1%. Contra Renan Santos, 13,4% e 8,6%. Contra Joaquim Barbosa, os percentuais chegam a 18,6% e 13,4%. Quanto menos conhecido ou eleitoralmente consolidado o adversário, maior tende a ser o espaço de não escolha na simulação.

Cenário com Michelle Bolsonaro mantém Lula no mesmo patamar

A pesquisa testa também uma lista de primeiro turno com Michelle Bolsonaro no lugar de Flávio. Lula registra novamente 40,4%, enquanto Michelle alcança 29,4%. Ronaldo Caiado tem 7%, Romeu Zema 4,4%, Renan Santos 3,5%, Aécio Neves 3,2%, Augusto Cury 2,5%, Joaquim Barbosa 0,6%, Cabo Daciolo 0,4%, e os demais nomes ficam em 0,1%. Ninguém, branco ou nulo soma 2,6% e não sabe, 5,7%.

A comparação exige cautela porque a troca de um nome modifica toda a lista e redistribui o comportamento dos entrevistados. Ainda assim, o resultado mostra Lula estável em 40,4%, enquanto Michelle fica 2,6 pontos abaixo dos 32% de Flávio no cenário correspondente. Ao mesmo tempo, Caiado cresce de 4% para 7% e Zema de 2,5% para 4,4%, sinal de que a composição da candidatura bolsonarista altera o espaço disponível para outras alternativas de direita e centro-direita.

No segundo turno, Lula tem 45% contra 36% de Michelle Bolsonaro. Branco ou nulo chega a 11% e não sabe, a 8%. A diferença de nove pontos supera a margem de erro geral e configura vantagem numérica mais clara do presidente nessa simulação do que no confronto com Flávio. Não se pode afirmar, contudo, que Michelle tenha menor potencial em qualquer circunstância. O resultado vale para a pergunta, a lista, o momento e a amostra específicos da pesquisa.

Rejeição limita os dois polos, sobretudo Flávio Bolsonaro

Na pergunta de resposta múltipla sobre em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum, Lula aparece com 46,4% e Flávio Bolsonaro com 43,4%. Michelle Bolsonaro é rejeitada por 28%. Como o entrevistado podia mencionar mais de um nome, os percentuais não somam 100% e não devem ser lidos como grupos exclusivos.

A diferença de três pontos entre a rejeição de Lula e a de Flávio está dentro do intervalo correspondente à margem de erro geral. Em termos jornalísticos, os dois apresentam rejeições altas e estatisticamente próximas. O dado ajuda a entender por que nenhum deles abre vantagem confortável no segundo turno: a polarização combina bases eleitorais grandes com tetos também relevantes.

A pesquisa de potencial de voto acrescenta outra dimensão. Lula tem 42,5% que dizem poder votar nele, 6,1% que não o conhecem, 0% que ainda não sabem e 51,4% que não votariam de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro aparece com 39% de voto potencial, 9,3% de desconhecimento, 1,9% de dúvida e 49,9% de rejeição total nessa formulação. Os percentuais diferem da pergunta específica de rejeição porque o enunciado e as opções são diferentes. Eles não devem ser misturados como se fossem uma única medida.

A conclusão possível é que os dois principais nomes dispõem de bases amplas, mas enfrentam resistência semelhante em magnitude. Para crescer, ambos precisam mobilizar eleitores que hoje não estão espontaneamente definidos, reduzir rejeição ou aumentar comparecimento de segmentos favoráveis. A pesquisa não permite saber qual dessas estratégias será mais eficaz, apenas identifica os pontos de partida.

Voto decidido cresce, mas mais de um terço admite mudança

O levantamento registra 64% de eleitores com voto decidido e 36% que afirmam que ainda podem mudar. A série histórica mostra aumento da decisão em relação às primeiras rodadas do ano: o grupo decidido sai de 64,5% em janeiro, cai para 62% em fevereiro e 57% em março, volta a 48,4% em abril, sobe a 56% em maio, alcança 65% no fim de maio e termina em 64% em julho. O grupo aberto à mudança percorre o movimento inverso.

Mesmo com maioria declarando decisão, 36% representam um contingente suficiente para alterar a ordem, a diferença e a distribuição entre os candidatos. Além disso, “voto decidido” é uma autodeclaração de firmeza no momento da entrevista, não uma garantia de comportamento futuro. Eventos de campanha, crises, alianças, exposição na mídia e mudanças na avaliação do governo podem levar parte desse grupo a rever a escolha.

A combinação entre 64% de decisão, 33,1% de indecisão espontânea e 9,5% de não sabe no cenário estimulado não é contraditória. As perguntas medem dimensões distintas e podem envolver bases de resposta diferentes. Uma pessoa pode declarar que sua posição — inclusive votar branco, nulo ou não escolher determinado campo — está decidida e, ainda assim, não citar espontaneamente um candidato. Por isso, os indicadores devem ser analisados em conjunto, sem soma direta.

Impacto eleitoral depende de participação e distribuição dos indecisos

A pesquisa mostra que Lula entra na disputa com vantagem clara de primeiro turno e maior lembrança espontânea. Flávio Bolsonaro, porém, encurta a distância numa simulação direta e aparece tecnicamente empatado com o presidente no limite da margem de erro. Esse desenho combina liderança, competitividade e incerteza.

Para Lula, o principal ativo é a dianteira no primeiro turno, o patamar estável ao redor de 45% nos confrontos binários e o desempenho mais forte entre mulheres, eleitores de menor renda, católicos, moradores do Nordeste e pessoas de 35 anos ou mais. O principal limite é a avaliação negativa do governo e a rejeição elevada, temas desenvolvidos em outras partes do relatório.

Para Flávio Bolsonaro, a força está na capacidade de reunir 32% no cenário estimulado, 40% no segundo turno e maior apoio entre homens, jovens, evangélicos, eleitores de renda mais alta e moradores do Sul e do Norte. O desafio é diminuir a diferença entre mulheres e em regiões nas quais Lula possui larga vantagem, além de reduzir uma rejeição que se aproxima da metade do eleitorado em diferentes perguntas.

A fotografia de julho não autoriza declarar vencedor, projetar transferência automática dos terceiros colocados ou calcular resultado final. Ela mostra que a eleição está concentrada em dois polos, que Lula lidera o cenário principal e que o segundo turno permanece aberto dentro da incerteza amostral. Também mostra que o eleitorado ainda contém uma parcela relevante de indecisos, votos não válidos e pessoas que admitem mudar de posição. A disputa, portanto, está estruturada, mas não encerrada.

Eleitor divide preferência entre continuidade e alternativa moderada

Uma pergunta adicional do levantamento ajuda a dimensionar as expectativas sobre o resultado de 2026. Para 35,5%, o melhor desfecho para o Brasil seria Lula vencer novamente. Outros 25,3% preferem que a família Bolsonaro volte, enquanto 25,2% indicam a vitória de um candidato moderado que não seja Lula nem Bolsonaro. Um candidato de fora da política é apontado por 11%, e 3% não sabem ou não respondem.

O resultado confirma que a polarização é dominante, mas não exclusiva. As duas respostas associadas diretamente aos polos somam 60,8%, enquanto mais de um terço se distribui entre uma alternativa moderada, alguém de fora da política e a indecisão. Essa parcela não corresponde necessariamente ao eleitorado disponível para um único terceiro nome: ela reúne motivações diferentes e pode se dispersar entre candidaturas, voto branco, nulo ou até um dos polos ao longo da campanha.

A preferência por um candidato moderado, praticamente empatada numericamente com o desejo de retorno da família Bolsonaro, mostra que existe demanda declarada por uma saída fora do confronto principal. No entanto, essa demanda não se converte, na lista estimulada, em intenção de voto equivalente para Caiado, Zema, Renan Santos ou outros nomes. A diferença entre desejo abstrato e escolha concreta é um dos obstáculos enfrentados pelas candidaturas intermediárias.

Também é preciso evitar a soma automática entre os 25,2% favoráveis a um moderado e os 11% que preferem alguém de fora da política. Um candidato pode ser percebido como moderado e experiente; outro, como outsider e polarizador. As categorias são respostas a uma pergunta sobre o melhor resultado, não blocos eleitorais transferíveis. Ainda assim, elas indicam que a eleição pode mudar se uma candidatura conseguir transformar a insatisfação com os dois polos em reconhecimento, confiança e voto.

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