Os presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva (PT), e da Colômbia, Gustavo Petro, discutiram, nesta quinta-feira (19), a realização de uma reunião de cúpula para discutir a maior vazante dos rios da Amazônia e a formular um plano estratégico de enfrentamento aos eventos climáticos deste porte .
O encontro, proposto por Petro, contaria também com o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e o futuro presidente do Equador, Daniel Noboa, que assumirá o cargo em dezembro em substituição a Guilherme Lasso.
O Palácio do Planalto informou que Petro propôs uma reunião de Colômbia e Brasil com Equador e Venezuela para formular um plano comum para enfrentar a seca. A data ainda será definida.
Secas recordes
Os principais rios da bacia Amazônica enfrentam os piores números de vazantes desde que as medições começaram a ser feitas pelos órgãos de hidrologia e climatologia.
No Brasil, o rio Negro, que nesta quinta-feira (19) em Manaus, desceu nove centímetros e bateu novo recorde de seca, atingindo a cota de 13m29. Os rios Solimões, em Tabatinga, e o Amazonas, em Itacoatiara, também registraram os níveis mais baixos da história.
A mesma situação de vazante recorde atinge o rio Madeira, em Porto Velho e na foz em Itacoatiara, na enseada do Tabocal. O Madeira é abastecido por rios que nascem na Cordilheira dos Andes, onde não está chovendo por conta do fenômeno El Niño.
Nos países vizinhos a situação não é diferente. A bacia do rio Orinoco é a terceira maior da América do Sul e se estende pelos territórios de Venezuela e Colômbia.
O destaque negativo desta bacia, menor apenas que a Amazônica e do rio da Prata, enfrenta uma das maiores secas da história também, com destaque para o rio Orinoco, o principal da Venezuela.
No Equador a situação ruim também é decorrente da falta de chuvas na Cordilheira dos Andes, que abastecem os principais rios.