quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Lula diz que Bolsonaro faz maior distribuição de dinheiro desde o Império

O ex-presidente Lula defendeu também as assinaturas de cartas em prol da Democracia em encontro com empresários e pediu ajuda para melhorar o Congresso.
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Na reunião da Fiesp, Lula destacou seu candidato a vice, Geraldo Alckmin do PSB (Foto: Ricardo Stuckert)
Na reunião da Fiesp, Lula destacou seu candidato a vice, Geraldo Alckmin do PSB (Foto: Ricardo Stuckert)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (9) que o governo federal está promovendo a maior distribuição de dinheiro que uma campanha política já fez desde o fim do Império. Para o pré-candidato, é possível que o povo não aceite pacificamente o fim dessas benesses temporárias após o período eleitoral.

Lula também criticou a posição de Bolsonaro, que classificou o manifesto capitaneado pela Fiesp em favor da democracia como “cartinha”.

O ex-presidente participa do Encontro com Candidatos à Presidência: Diretrizes prioritárias do governo federal (2023-2026)”, organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Vamos concorrer a uma eleição vendo um dos adversários, para não citar nomes, fazendo a maior distribuição de dinheiro que uma campanha política já viu desde o fim do Império. Faltando 56 dias para as eleições, resolve fazer uma distribuição de R$ 50 e poucos bilhões em benefícios que têm duração até dezembro”, afirmou Lula.

“Há de se perguntar se o povo aceitará pacificamente a retirada de um benefício que ele está recebendo por conta das eleições”.

Lula afirmou que ele poderia ter lançado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas eleições de 2006, mas não o fez para não que a iniciativa não fosse confundida como algo eleitoral.

Em sua fala inicial no debate, Lula evocou a memória do empresário José Alencar, seu vice e pai do presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, ​ao afirmar que Geraldo Alckmin (PSB), seu vice, terá papel igualmente relevante em seu governo, caso eleito.

No evento, o ex-presidente defendeu a carta articulada pela Fiesp em defesa da democracia.
“Como a gente pode viver em um país em que o presidente conta sete mentiras todo dia, e com a maior desfaçatez. Ele chama uma carta pela defesa da democracia de ‘cartinha'”, afirmou Lula.

“Quem sabe a carta que ele gostaria de ter é uma carta feita por milicianos no Rio de Janeiro, e não uma carta feita por empresários, intelectuais, sindicalistas, defendendo o regime democrático e a urna eletrônica, que até agora está provado que é uma das mais perfeitas que existem no mundo.”

Texto: Catia Seabra e Eduardo Cucolo (Folhapress)

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