quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Lula decreta intervenção federal no DF e AGU pede prisão de Anderson Torres

Anderson Torres é ex-ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Bolsonaro. Ele havia assumido a Segurança Pública do DF, mas foi exonerado neste domingo (8).
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Anderson Torres e Bolsonaro (Foto: Carolina Antunes/PR)

No fim da tarde deste domingo (8), o presidente Lula (PT) assinou decreto de intervenção federal no Distrito Federal até o dia 31 de janeiro, por conta dos atos de vandalismo ocorridos hoje em Brasília.

Lula destacou, durante entrevista à imprensa, que todos os envolvidos nos atos de terrorismo aos órgãos públicos federais dos Três Poderes, em Brasília (DF), serão identificados e punidos de acordo com a Lei.

O motivo é o agravo comprometimento da ordem pública por invasão de órgãos públicos.

Assista ao pronunciamento do presidente:

AGU pede prisões de bolsonaristas e do secretário de Segurança Pública do DF

A Advocacia-Geral da União mandou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde de hoje, um documento para que sejam adotadas algumas medidas para evitar novas cenas de terrorismo e ataques a órgãos públicos federais.

Entre os pedidos estão: prisão em flagrante de todos os envolvidos nos atos criminosos e invasão dos órgãos públicos federais; prisão do secretário de segurança pública do DF, Anderson Torres, e também a prisão de demais agentes públicos que possam estar envolvidos, direta ou indiretamente, nos atos antidemocráticos.

Anderson Torres é ex-ministro da Justiça e Segurança Pública no governo do ex-presidente Bolsonaro (PL).

Em meio aos ataques deste domingo em Brasília, o governador do DF, Ibaneis Rocha, exonerou Anderson Torres do cargo de secretário de segurança pública.

Texto: Isac Sharlon

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