O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, durante o almoço de confraternização com seus ministros nesta sexta-feira (20/12), que pretende fazer mudanças no primeiro escalão do governo.
Apesar disso, Lula evitou mencionar nomes ou cargos que poderão ser alterados.
A possibilidade de mudanças tem sido cobrada, especialmente por aliados no Congresso, que pressionam por ajustes após a eleição para as presidências da Câmara e do Senado, previstas para 2025.
Lula optou por substituir a tradicional reunião ministerial de fim de ano por um evento mais descontraído, dado que ainda se recupera de dois procedimentos cirúrgicos recentes.
O encontro reuniu os 38 ministros do governo, além de figuras de destaque, como os representantes de Lula no Congresso: Jaques Wagner (PT-BA), José Guimarães (PT-CE) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).
Também estavam presentes Celso Amorim, chefe da assessoria especial da Presidência, e o publicitário Sidônio Palmeira, cotado para liderar o ministério responsável pela comunicação do Executivo.
Durante o almoço, que durou cerca de duas horas, apenas duas pessoas discursaram: a primeira-dama, Janja Lula da Silva, deu as boas-vindas, seguida por Lula, que aproveitou para agradecer aos ministros pelo trabalho realizado em 2023.
Lula também comemorou a aprovação do pacote fiscal no Congresso, destacando o esforço dos ministros durante sua internação para garantir as votações.
Ele afirmou que, caso necessário, o governo poderá implementar novas medidas de ajuste fiscal.
Presidente desacelera ritmo após cirurgias
Lula destacou que, por recomendação médica, reduzirá o ritmo de sua agenda nos próximos 45 dias.
Ele afirmou que evitará compromissos extenuantes, como viagens, mas continuará realizando reuniões e outras atividades menos desgastantes.
Segundo ele, essa decisão foi tomada por “amor a si mesmo, à primeira-dama Janja e ao Brasil”.

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