O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) autorizou a instalação do poço RUC 16B, da Petrobras, localizado na Província Petrolífera de Urucu, município de Coari, a 363 quilômetros de Manaus.
A medida integra o Plano de Adensamento de Malha (AM-0530), que prevê a perfuração de novos poços para ampliar a produção de petróleo e gás natural no Estado.
Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, o processo foi analisado com base em estudos técnicos apresentados pela companhia, incluindo Relatório de Controle Ambiental (RCA), análise de risco, plano de emergência, memorial descritivo e inventário florestal.
“A licença para o poço RUC 16B representa mais um passo para o desenvolvimento sustentável de Urucu, com atenção à mitigação dos impactos ambientais”, disse o gestor.
Urucu e o programa de revitalização
A área licenciada tem 3,88 hectares e faz parte do programa Revitalização de Urucu, que busca modernizar e prolongar a vida útil do polo de exploração. A ANP prorrogou a concessão para produção na região até 2037, reforçando a importância estratégica do campo petrolífero.
O gerente de Recursos Minerais do Ipaam, José Raimundo, explicou que uma vistoria técnica foi realizada em junho de 2025 para verificar as condições do terreno e a estrutura de apoio logístico da Petrobras.
“Nosso papel é assegurar que empreendimentos desse porte avancem de forma sustentável, com rigor técnico e acompanhamento constante”, afirmou.
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Entre as atividades previstas estão a supressão vegetal já licenciada, instalação de estruturas de armazenamento, perfuração e finalização do poço, reinjeção de fluidos em poços existentes e medidas de recuperação da área ao fim da operação.
O relatório de vistoria também apontou melhorias em infraestrutura, como nos sistemas de transporte e armazenamento de petróleo, além de destacar os investimentos da companhia em segurança operacional.
Urucu é considerado o maior polo terrestre de produção de petróleo e gás natural do país e responde por parcela significativa do abastecimento energético no Norte.
Por isso, o governo estadual reforça a necessidade de conciliar exploração econômica com a preservação ambiental, garantindo que as operações mantenham padrões rígidos de sustentabilidade.
O Ipaam destacou ainda que o monitoramento será permanente durante todas as fases do empreendimento.
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