O advogado-geral da União, José Levi Mello do Amaral Júnior, entregou o cargo ao presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (29).
Segundo informações relatadas no Estadão, um dos motivos para saída foi a ADI assinada pelo presidente da República, sem representação da Advocacia-Geral da União (AGU), para que o Supremo Tribunal Federal (STF) barrasse lockdowns nos estados.
O ministro Marco Aurélio Mello negou o pedido dizendo que se tratava de um erro grosseiro, já que o presidente da República precisa necessariamente ser representado pela AGU para ajuizar uma ação no tribunal.
Levi poderia ter assinado uma nova ação posteriormente para corrigir o problema apontado pelo relator da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 6.764, mas não o fez. A saída de José Levi ainda não foi oficializada, mas ele já entregou uma carta endereçada ao presidente. Veja:

Levi foi nomeado em 28 de abril do ano passado. No mesmo dia, o antecessor dele, André Mendonça, foi nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública em substituição ao ex-juiz Sergio Moro, que pediu demissão na semana anterior.
Em um dia de trocas importantes no primeiro escalão do governo federal, o advogado-geral da União (AGU), José Levi Mello do Amaral Júnior, é o terceiro a deixar o cargo. Apenas nesta segunda-feira, os Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa ficaram sem seus chefes, Ernesto Araújo e Fernando Azevedo.
Da Redação, com informações do Estadão
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