quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Jonathas Câmara cobra que fiéis votem em candidatos da Assembleia

Presidente da Assembleia de Deus no Amazonas, reforçou durante pregação na Rede Boas Novas, que "irmão vota em irmão" e "crente vota em crente".
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A menos de um ano das eleições de 2022, o presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas (Ieadam), Jonathas Câmara, reforçou o recado eleitoral da instituição e disse que é hora de “dar preferência aos nossos irmãos de fé da igreja”, em referência ao processo eleitoral que se avizinha.

Durante o programa “Conversando com a Palavra”, desta terça-feira (6), nas Rede Boas Novas, o religioso adicionou ainda que “irmão vota em irmão” e “crente vota em crente”. “Somente mesmo a influência do diabo que faz um crente, um homem honesto, uma mulher honesta, um servo fiel, uma pessoa que tem princípios éticos e morais, preferir derrotar nossos irmãos de fé e eleger estranhos rebeldes”, advertiu o pastor da Assembleia de Deus, ao ler versículos bíblicos.

Segundo Câmara, não é aconselhável seguir a sugestão de candidatos de amigos ou de familiares, porque conforme ele, “são estranhos à fé”. Ele afirma que os candidatos que a Assembleia apoia são escolhidos dentro de um “processo de unidade” interno.

“Quem ama Deus e pratica os ensinamentos bíblicos exerce a cidadania e exerce a santidade, vota em pessoas santas, vota em pessoas que amam, pessoa de família, de igreja, pessoas cristãs. Votar em Deus através de seus filhos, nosso irmãos. A lógica é essa”, complementou o pastor que criticou o socialismo na sua pregação.

Apesar da atual crítica ferrenha a candidatos socialistas ou comunistas, o próprio Jonathas e sua esposa, a também pastora Ana Lúcia Câmara, estiveram em palanque da candidatura da ex-senadora comunista Vanessa Grazzition (PCdoB) à Prefeitura de Manaus em 2012 e apoiaram candidatos de esquerda sem restrição.

Abuso de poder religioso não avança no TSE

No ano passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discutiu a possibilidade de punição do poder religioso, com a cassação do mandato dos candidatos eleitos com ajuda de igrejas e templos religiosos. O entendimento era que esse tipo de abuso era parecido com os abusos de poder econômico e político, que já existem e podem levar à cassação de mandatos.

No entanto, em agosto do ano passado, a Corte Eleitoral rejeitou instituir abuso de poder religioso em ações que podem levar à cassação. Na época, o ex-vereador Amauri Colares (Republicanos) que tem base política oriunda da Assembleia de Deus se exaltou e disse que o debate que não chegou a tipificar o abuso de poder religioso pretendia perseguir “o povo cristão”.

“Nós estamos voltando ao tempo de Roma quando Nero mandou perseguir o povo cristão e mandou sacrificar a todos porque tinham ali a expressão livre de sua fé. Não estamos mais na época da Roma passada onde Nero mandou soltar os leões para devorar o povo cristão, mas é isso que nós começamos a ver hoje. O ministro Fachin, do STF é o Nero, hoje”, discursou Colares em tom exagerado.

Em 2018, a Assembleia de Deus apoiou o atual senador Omar Aziz (PSD) ao governo do Estado, Eduardo Braga a primeira vaga do Senado e Alfredo Nascimento para a outra vaga de senador, além do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Texto: Jefferson Ramos

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