A Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (17/6) no inquérito que investiga o uso ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), no caso conhecido como “Abin paralela”.
Com esse novo desdobramento, o ex-presidente acumula quatro indiciamentos. Ele já é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pela tentativa de golpe de Estado.
O caso da “Abin paralela” apura o uso da estrutura oficial de inteligência para espionar ilegalmente ministros do STF, parlamentares, jornalistas e adversários políticos.
Segundo a PF, a operação envolveu mais de 30 pessoas, entre elas Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-diretor da agência, Alexandre Ramagem (PL-RJ). A espionagem teria usado o software “First Mile” e atuado por motivações políticas e pessoais.
Tentativa de golpe
Na tentativa de golpe, Bolsonaro é réu. A PGR o denunciou por liderar uma articulação para permanecer no poder após perder as eleições de 2022. O STF aceitou a denúncia e o processo está na fase final antes do julgamento.
Vendas de joias
Outro inquérito aponta que Bolsonaro e aliados teriam vendido ilegalmente joias recebidas durante seu mandato, o que configura desvio de patrimônio público.
Os itens, segundo a PF, foram comercializados no exterior e o valor pago em espécie ao ex-presidente, conforme delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens. Bolsonaro nega ter recebido qualquer valor.
Cartão de vacina
Em março de 2024, ele também foi indiciado pela suposta fraude em cartões de vacinação contra a Covid-19. No entanto, esse inquérito foi arquivado a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), por falta de provas.
O STF confirmou o arquivamento, mas deixou a investigação em aberto para eventual reabertura.
Com o novo indiciamento, a situação de Bolsonaro se agrava. Agora, cabe à PGR decidir se o ex-presidente será formalmente denunciado ao STF também no caso da Abin.
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