O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) iniciaram uma nova análise para medir o nível de poluição no Rio Tarumã-Açu, na zona oeste de Manaus.
Essa região acumula a maior quantidade de flutuantes, cuja remoção está em disputa judicial desde 2023.
A avaliação faz parte do Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Amazonas (ProQAS/AM) e busca identificar o impacto do despejo de esgoto e outras atividades humanas na qualidade da água.
O programa de monitoramento reúne especialistas e estudantes das áreas de Engenharia Florestal, Química, Biologia e Matemática, garantindo análises técnicas precisas para a conservação dos recursos naturais do Amazonas.
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De acordo com Gustavo Picanço, diretor-presidente do Ipaam, entender a extensão da poluição é fundamental para proteger a saúde pública e o equilíbrio ambiental na região.
“O monitoramento contínuo nos permite tomar decisões eficazes para conservar o rio e garantir o bem-estar da população que depende dele”, afirmou.
A equipe técnica analisa diversos indicadores, incluindo presença de coliformes, oxigênio dissolvido, turbidez e níveis de nutrientes, que compõem o Índice de Qualidade da Água (IQA). Esse índice varia de 0 a 100 e alerta para condições de risco quando fica abaixo de 50.
O problema da poluição é agravado pela falta de um plano de saneamento eficiente em Manaus, o que permite o lançamento de esgoto não tratado nos igarapés que alimentam o Tarumã-Açu. Essa situação compromete o uso do rio para banho e lazer.
Os resultados detalhados da análise serão apresentados no dia 12 de agosto, no Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP). O encontro será aberto à sociedade, órgãos públicos e pesquisadores.
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