quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Inventário de carbono e análise de impacto climático serão obrigatórios para licenciamentos

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O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) determinou que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) adote critérios mais rigorosos para fiscalizar grandes emissores de gases de efeito estufa no estado.

A medida atende a uma Representação do Ministério Público de Contas (MPC-AM) e torna obrigatória a inclusão do inventário de carbono e do estudo de impacto climático nos processos de licenciamento ambiental, especialmente para empreendimentos como usinas termelétricas.

A decisão transforma recomendações antigas em obrigações. Agora, empreendimentos que antes podiam operar sem medidas de compensação climática precisarão medir, reportar e reduzir suas emissões.

O objetivo é alinhar o licenciamento ambiental com as exigências da política de mudança do clima e reforçar o controle sobre atividades que pressionam o meio ambiente.

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Novas exigências vão mudar o padrão do licenciamento ambiental

O Acórdão nº 1239/2025 — aprovado após recurso do MPC-AM — obriga o Ipaam a revisar licenças já expedidas, ajustar processos em andamento e incorporar novos critérios nos próximos licenciamentos.

Entre eles estão o inventário de carbono, o estudo de impacto climático e medidas específicas de redução e compensação de emissões.

O TCE-AM também obriga que o Ipaam crie o Inventário Estadual de Emissões de Gases de Efeito Estufa, defina quais gases serão monitorados, estabeleça atividades que deverão comunicar suas emissões e publique regras claras sobre a apresentação dos estudos climáticos.

Hoje, usinas termelétricas movidas a diesel ou gás natural conseguem licenciamento ambiental mesmo sem compensar os gases emitidos na queima desses combustíveis.

Com as novas determinações, esse cenário muda: os empreendimentos terão de comprovar suas emissões, demonstrar seus impactos climáticos e apresentar contrapartidas proporcionais.

O MPC-AM explica que o inventário de carbono é essencial porque quantifica as emissões associadas às atividades econômicas, permitindo identificar o peso de cada empreendimento na contribuição para o aquecimento global.

Já o estudo de impacto climático mostra como grandes empreendimentos afetam o clima local e ampliam riscos ambientais, servindo de base para exigir medidas de mitigação e controle.

Com esses instrumentos integrados ao licenciamento, o Estado passa a ter mais condições de monitorar emissões, prevenir riscos climáticos e alinhar suas decisões à Política Nacional de Mudança do Clima.

A mudança também fortalece o controle sobre atividades de alto impacto e melhora a transparência das informações ambientais.

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