quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Inpa populariza ciência sobre sapos e cobras para indígenas e em Tenharim

Escolas do município de Humaitá, no interior do Amazonas, ganharam banners sobre ciência de sapos e cobras com linguagem indígena em projeto do Inpa.
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O Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) desenvolveu banners de apoio para o turismo e educação ambiental que descrevem a diversidade de sapos e cobras venenosas na região do médio rio Madeira, no Amazonas. Os materiais foram desenvolvidos para uso em escolas de em Humaitá (município a 591,33 km em linha reta de Manaus), e traduzidos para serem utilizados em 20 escolas indígenas que ensinam na língua Tenharim. 

Foram desenvolvidos dois tipos de banners científicos. Um deles apresenta 17 espécies de sapos, sendo somente uma espécie por gênero e a maioria venenosa em algum grau. Além disso, grande parte dos sapos ainda produz substâncias irritantes para os olhos, a exemplo da espécie Rhaebo guttatus, que pode espirrar o veneno de suas glândulas nas costas na direção dos olhos do seu agressor. O segundo banner apresenta 14 espécies de cobras, todas venenosas conhecidas da região de Humaitá, onde funciona um dos núcleos de pesquisa do PPBio.

O trabalho de popularização científica em Humaitá é fruto das ações do Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD), financiado pelo CNPq e Fapeam, que tem como objetivo apontar os meios de desenvolvimento sustentável ao longo da BR-319 na região de Humaitá. Além disso, faz parte de uma série de iniciativas do PPBio na Amazônia, cuja finalidade também é envolver os habitantes locais nos estudos sobre conservação da biodiversidade da região, uma das mais ameaçadas do país.

A tradução dos banners foi feita por Angelison Tenharim, da etnia Tenharin Marõgitá.

A pesquisadora do Inpa e vice-coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT-Cenbam/ Inpa), Noemia Kazue Ishikawa, explica que a língua Tenharim foi escolhida por ser a do povo indígena que habita a região de Humaitá e Manicoré. Os Tenharim se autodenominam Kagwahiva e são falantes da língua de mesmo nome da família linguística Tupi-Guarani. 

“A tradução de banners e de outros materiais de divulgação científica possibilitam a criação de produto e ações que poderão servir de modelos de políticas públicas para o Amazonas e outros estados amazônicos”, destaca Ishikawa.

Com informações da Assessoria

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