quarta-feira, 17 de julho de 2024

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Influência do poder econômico no voto é muito forte, aponta podcast

Debatedores do Podcast OBSERVATÓRIO POLÍTICO desta quinta-feira expuseram, ao vivo, a influência do poder econômico e político nas eleições e como é preciso evitar abusos.
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Em mais um episódio do podcast OBSERVATÓRIO POLÍTICO, os debatedores traçaram um cenário onde o poder econômico e político (ou religioso) ainda têm grande poder de influência na condução de resultado das eleições.

Para debater o tema, os convidados foram o promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), Flávio Mota, e o doutor em sociologia, Marcelo Seráfico.

Flávio Mota fez um detalhamento do que configura o abuso político que interfere no Direito Eleitoral.

“É um tripé. O abuso de poder político, da autoridade, o abuso de poder econômico e o abuso de mídia, no qual um grupo de comunicação trata de forma muito incisiva em favor ou contra uma candidatura”, informou.

Segundo o promotor, é natural que grupos econômicos apoiem candidatos que defendam seus interesses, mas o que se combate é justamente o abuso, “aquilo que destoa do processo eleitoral”.

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Marcelo Seráfico considera ainda “frágil” o acesso à Justiça pelas camadas mais pobres da população para fazer frente ao abuso econômico ou político.

“Eu, como professor universitário, dificilmente vou ter como pagar um advogado do nível que um empresário desse porte pode pagar”, comparou. “O acesso à Justiça vem sendo bloqueado para a maioria da população”.

Seráfico também levantou uma questão referente ao poder econômico dentro do Congresso, alertando que há bancadas de vários temas, como da Bíblia, da Bala e outros, mas não há uma bancada do Trabalho.

Para o doutor em sociologia, isso se dá porque os sindicatos não têm o poder financeiro equivalente para aglutinar uma bancada desse tema no Congresso. E isso ocorre, segundo o sociólogo, pelo processo de enfraquecimento financeiro do movimento trabalhista.

Wilson Reis por sua vez defendeu a regulamentação da mídia, fato que ocorre em muitos países desenvolvidos, inclusive nos Estados Unidos, como pontou, mas que ao chegar como tema no Congresso é taxada de “censura”.

“É preciso sim ter uma regulamentação mínima (da mídia), com base democrática”, disse.

O podcast é uma parceria do Comitê de Combate à Corrupção e o Portal RealTime1, com transmissão ao vivo, todas as quinta-feiras, às 19h30, no YouTube. O episódio foi mediado pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas e Profissionais de Estado do Amazonas, Wilson Reis e pelo coordenador do Comitê, Inácio Guedes.

Confira o episódio:

Texto: Emerson Medina

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