A produção industrial do Amazonas registrou cresicimento de 27,1% no acumulado de janeiro a maio deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, conforme números da Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional), divulgados nesta quinta-feira (8) pelo IBGE.
Com isso, a indústria do estado desponta como a que mais avançou nos cinco primeiros meses do ano, em termos de produção, entre 15 locais pesquisados, superando, inclusive, a média nacional (+13,1%). Na sequência, aparecem os estados de Santa Catarina (+26,7%), Ceará (+25,3%), Rio Grande do Sul (+22,6%) e Paraná (+20.0%).
Acumulado em 12 meses
Da mesma maneira, a produção industrial amazonense também obteve o melhor resultado do país no acumulado de 12 meses. Entre maio de 2020 e maio de 2021, as indústrias instaladas no estado aumentaram a produção em 13,3%, resultado que novamente superou a média nacional para este tipo de comparação, que ficou em 4,9%.
Maio de 2021 x Maio de 2020
O melhor resultado do estado foi registrado na comparação entre maio de 2021 com maio de 2020 . De acordo com os números da Pesquisa Industrial Mensal, do IBGE, a produção da indústria local cresceu 98,2% no último mês de maio, em relação ao mesmo mês do ano passado. Este, novamente, o maior crescimento do país nesta comparação.
O desempenho, no entanto, acontece sob uma baixa base de comparação, já que em maio de 2020 as indústrias do estados estavam paralisadas, devido às medidas de enfrentamento à primeira onda da pandemia do coronavírus.
Maio de 2021 x Abril de 2021
Por fim, a comparação entre maio deste ano e o mês imediatamente anterior, também registrou crescimento, ainda que tímido. De acordo com os números do IBGE, entre maio e abril a produção da indústria local avançou 0,5%. Nesta comparação, o desempenho da indústria local ocupou a nona colocação entre os 15 locais pesquisados.
| Locais | Maio 2021/ Abril 2021* | Maio 2021/ Maio 2020 | Acumulado Janeiro-Maio | Acumulado nos Últimos 12 Meses |
| Amazonas | 0,5% | 98,2% | 27,1% | 13,3% |
| Pará | -2,1% | 4,7% | 4,0% | 1,0% |
| Região Nordeste | -2,8% | 3,7% | -0,5% | 0,1% |
| Ceará | 4,4% | 81,1% | 25,3% | 10,8% |
| Pernambuco | 1,4% | 13,3% | 10,1% | 9,4% |
| Bahia | -2,1% | -17,7% | -16,3% | -9,3% |
| Minas Gerais | 4,6% | 32,3% | 18,1% | 8,5% |
| Espírito Santo | 2,1% | 37,9% | 7,6% | -4,3% |
| Rio de Janeiro | 4,3% | 15,1% | 1,9% | -0,3% |
| São Paulo | 3,9% | 31,4% | 18,4% | 6,3% |
| Paraná | -1,4% | 23,7% | 20,0% | 8,5% |
| Santa Catarina | 0,1% | 38,7% | 26,7% | 12,0% |
| Rio Grande do Sul | 0,3% | 29,3% | 22,6% | 9,7% |
| Mato Grosso | 3,4% | -2,2% | -5,3% | -5,7% |
| Goiás | 4,8% | -0,3% | -4,2% | -0,4% |
| Brasil | 1,4% | 24,0% | 13,1% | 4,9% |
*Série com ajuste sazonal
Texto: Lucas Raposo
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