A partir do segundo semestre de 2025, usuários poderão solicitar corridas da Uber pelo aplicativo do iFood e, inversamente, pedir refeições, itens de mercado ou farmácia pelo app da Uber. A novidade começa em cidades selecionadas (ainda serão anunciadas) e deverá ser expandida para outras localidades nos meses seguintes.
Com a medida, as duas gigantes do setor de mobilidade e delivery tentam ampliar o alcance e simplificar a experiência dos consumidores.
As empresas informaram que a operação não altera os modelos já existentes. A Uber continuará operando com o Uber Direct (entregas para empresas) e o Uber Flash (envio de pacotes).
No iFood, permanecem os serviços atuais, incluindo o modelo “Sob Demanda”, que permite entregas para parceiros dentro e fora da plataforma.
Leia Mais
- CEO da Bemol, Denis Minev é escolhido como voz do setor privado da Amazônia para a COP30
- Omissões de investimentos no IR podem levar contribuintes à malha fina; entenda o risco
iFood também reajusta valores para entregadores
Em paralelo, o iFood anunciou aumento no pagamento mínimo para entregadores, que, a partir de 1º de junho, sobe de R$ 6,50 para R$ 7,50 no caso de automóveis e motos, e para R$ 7 no caso de bicicletas. A alta representa um reajuste de 15,4% e 7,7%, respectivamente.
Além da taxa mínima, os entregadores recebem valores adicionais por quilômetro rodado e por entregas extras na mesma rota.
O iFood também ampliou a cobertura de seguro em casos de acidentes graves ou morte, e padronizou as entregas feitas com bicicleta em até quatro quilômetros desde janeiro.
Moviementação do mercado
O anúncio acontece em meio à movimentação intensa no setor de delivery no Brasil. A chinesa Meituan, dona da marca Keeta, confirmou investimento de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões) para entrar no mercado nacional. A Keeta já atua em Hong Kong e na Arábia Saudita e está com dezenas de vagas abertas no Brasil.
No mesmo ritmo, o Rappi anunciou investimento de R$ 1,4 bilhão até 2028., e quase metade do valor será destinada a isentar tarifas de intermediação para restaurantes parceiros até julho, como forma de consolidar sua presença em mais de 300 municípios brasileiros.
Já a 99, que havia encerrado seu serviço de entrega de comida em 2022, anunciou o retorno da plataforma 99Food a partir do segundo semestre.
O relançamento faz parte de um aporte de R$ 1 bilhão que abrange também os serviços de mobilidade urbana, entrega, 99Pay e agora, novamente, o food delivery.