quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Guedes admite que questões políticas impedem plano de 'privatizar tudo'

Ministro da Economia afirmou que gostaria de privatizar todas as estatais, mas que o presidente Bolsonaro é quem sabe, politicamente, "aonde ele quer ir com as privatições".
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Ministro Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que gostaria de privatizar todas as estatais brasileiras, mas que o plano esbarra em questões políticas. A afirmação foi dada durante entrevista “Perspectivas para 2023”, dada ao fundador e presidente do Grupo Suno, Tiago Reis, nesta quinta-feira (27).

Durante o bate-papo, que foi transmitido pelo canal do grupo Suno no YouTube, o ministro afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) sabe até onde pode ir nas privatizações.

“Tem que privatizar essas empresas. O presidente é que sabe, politicamente, aonde ele quer ir. Se perguntar para o ministro da Fazenda dele, ele tem sempre a mesma resposta: privatizar todas, continuar privatizando. Mas, evidentemente, não é o que vai acontecer”, lamentou o ministro.

“Nós tivemos dificuldades, e tinha um acordo do antigo presidente com a esquerda de não passar privatizações. Vendemos subsidiárias, então. O Brasil é prisioneiro de um modelo obsoleto, com monopolizado no petróleo e na energia elétrica, com Petrobras (PETR4) e Eletrobras (ELET3)“, concluiu.

Guedes diz que esses ativos das companhias controladas pelo governo federal valem R$ 1 trilhão, mas que, mesmo sob as dificuldades impostas pela política, muita coisa foi realizada nessa agenda de redução do tamanho do Estado.

Além da Eletrobras, Guedes citou que várias controladas da Petrobras que foram vendidas e há, ainda, R$ 380 bilhões em contratos do pré-sal.

O objetivo, segundo Guedes, é distribuir essa riqueza estatal em um fundo de erradicação da pobreza.

Nas concessões de produção de petróleo, o ministro voltou a criticar o regime de partilha. Na avaliação dele, “produz corrupção porque foi planejado por estatais francesas para explorar petróleo em ditaduras africanas”.

Texto: Lucas Raposo

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