A nova subsecretária da Amazônia do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Tanara Lauschner, assumiu o posto em Brasília agora em outubro e tem como primeira missão criar um “termo de referência” para apoiar as pesquisas realizadas na região Amazônica.
“O Governo Lula já destinou e descontingenciou os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, principal instrumento de fomento da nossa área, para o financiamento de projetos e de programas de reestruturação de museus e áreas que ficaram muito tempo sem atenção, como a Amazônia“, destaca a nova subsecretária do MC&TI.
Professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Tanara Lauschner destaca o papel importante que deverá ser cumprido pelas universidades e institutos de pesquisas que se espalharam pelo interior do Amazonas nos últimos anos.
“Essas instituições viveram momentos complicados nos últimos anos, mas agora o Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) já está com concurso aberto, tem uma nova direção sendo escolhida e nós certamente teremos um olhar diferenciado para elas a partir do próximo ano”, prometeu.
Outra entidade que cumprirá um importante papel no desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação na Amazônia, na visão de Tanara, é o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), que é ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
“O CBA é algo muito importante para a região, que tem toda essa biodiversidade. Já temos reuniões marcadas para alinhar o desenvolvimento de projetos que aproveitem negócios sustentáveis e fomentem o desenvolvimento da região”, explicou.
Na entrevista ao RT1 Play, a subsecretária também destacou a importância da pesquisa científica para a redução dos impactos causados pelas mudanças climáticas em nossa região. Ela afirma que não dá para impedir fenômenos climáticos como o El Niño, mas dá para os cientistas prevenirem governos, que ficarão aptos a desenvolver políticas que reduzam o impacto dos eventos extremos, como foi o caso da longa estiagem e a vazante recorde de nossos rios.
Tanara Lauschner lembrou que as instituições foram bem sucedidas em interiorizar suas estruturas e que o próximo passo dos órgãos de C&T será dotá-las de estruturas e laboratórios que permitam o desenvolvimento de projetos mais complexos de análise da realidade de cada local, algo que só é possível hoje nos grandes centros.
Confira a entrevista da subsecretária da Amazônia do MC&TI, Tanara Lauschner, ao RT1 Play.