terça-feira, 16 de julho de 2024

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COMÉRCIO EXTERIOR

Governo Lula quer acelerar exportações de veículos

De acordo com o secretário do MDIC, a previsão é que as novas regras sejam lançadas nas próximas semanas.
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Uallace Moreira, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC (Foto: Divulgação Renault)

O governo Lula planeja acelerar a exportação de veículos na segunda fase do programa Rota 2030. A informação é do secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira.

Ele disse que o programa vai aproximar empresas nacionais e estrangeiras para impulsionar as exportações no Brasil.

“A nova fase estimula a aproximação entre os atores do ecossistema inovacional para fazer com que o Brasil tenha capacidades construídas com empresas nacionais e estrangeiras que corroborem a exportação da tecnologia”, disse Moreira.

De acordo com o secretário, a previsão é que as novas regras do programa sejam lançadas nas próximas semanas. 

“Nas próximas duas semanas, no máximo, o ministro e vice-presidente Geraldo Alckmin vai anunciar o programa de mobilidade verde Rota 2030”, comentou.

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A iniciativa do governo federal busca fomentar investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) na indústria automobilística brasileira e promover a adoção de biocombustíveis e tecnologias limpas em veículos.

Segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável por verificar o cumprimento das ações de P&D do Rota 2030, mais de 2 mil projetos de 93 entidades serão analisados, abrangendo o período de 2018 a 2021.

De 2019 a 2021, as empresas já investiram quase R$ 12 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, com valores de R$ 3,48 bilhões em 2019, R$ 3,6 bilhões em 2020 e R$ 4,87 bilhões em 2021.

Rotas de descarbonização

O secretário voltou a reforçar que a pasta não vai priorizar uma única rota tecnológica de descarbonização no segundo ciclo do Rota 2030.

“Agora, dentro de um projeto de neoindustrialização, nós entendemos que esse programa não deve se limitar apenas ao setor automotivo. Um programa de descarbonização deve ser estrutural e estar aberto para todas as rotas tecnológicas”, declarou Moreira.

O governo quer marcar uma presença mais significativa no mercado internacional. De acordo com o secretário, o programa vai “colocar o Brasil na fronteira tecnológica”, promovendo a “exploração das vantagens competitivas que o Brasil tem”.

Integração estratégica

O novo Rota 2030 estabelecerá uma comunicação com outras políticas governamentais, como o Combustível do Futuro, o RenovaBio e o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV). 

Um dos objetivos do programa é promover a integração, sob uma perspectiva de eficiência energética, com o RenovaBio, através da aplicação do conceito de poço à roda, que engloba a análise das emissões ao longo de todo o ciclo de vida dos combustíveis. 

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) será responsável por estabelecer os critérios para a apuração do cumprimento das metas estipuladas neste segundo ciclo do Rota 2030.

Millena Brasil, epbr

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