sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Governo Lula bate recorde na liberação de agrotóxicos e defensivos biológicos em 2024

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Com apoio da IA, pragas são detectadas antes que prejudiquem a produção. (Foto: reprodução)

O Brasil registrou em 2024 o maior número de liberações de agrotóxicos e defensivos biológicos desde o início do monitoramento, em 2000.

De acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram aprovados 663 produtos, uma alta de 19% em relação a 2023, que teve 555 liberações.

O aumento coincide com o início da nova lei dos agrotóxicos, sancionada pelo governo Lula em 2023, que reduziu prazos para aprovação.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou, em 2024, uma classificação dos agrotóxicos aprovados no ano com base no nível de perigo ao meio ambiente.

Segundo o levantamento, 12 produtos foram classificados como altamente perigosos, 278 como muito perigosos, 255 como perigosos e 118 como pouco perigosos para o meio ambiente.

Entre os produtos aprovados, 541 são genéricos — cópias de princípios ativos ou fórmulas já existentes.



Dados do Ministério da Agricultura

Além disso, 106 defensivos biológicos foram liberados, sendo 15 inéditos. Considerados de baixo risco, os defensivos incluem componentes naturais, como vírus, insetos e hormônios.

Desde dezembro de 2024, eles deixaram de ser classificados como agrotóxicos devido à nova lei dos bioinsumos.

Os números de defensivos aprovados também incluem 15 produtos químicos inéditos, dos quais dois foram classificados pela Anvisa como “altamente tóxicos” para a saúde humana e “muito perigosos” para o meio ambiente.

A liberação dos defensivos envolve análises da Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura. O Mapa atribui o recorde à priorização de produtos de baixo risco e ao cumprimento de decisões judiciais, além de um aumento nos pedidos de registro.

Apesar das aprovações, a maior parte dos produtos registrados não é comercializada imediatamente. Em 2023, 62% dos defensivos autorizados não chegaram ao mercado, segundo o Ibama.

Para o setor agropecuário, a redução nos prazos — de até 7 anos para no máximo 2 anos no caso de novos produtos — é um avanço para aumentar a competitividade.

Por outro lado, ambientalistas criticam o enfraquecimento de restrições a substâncias com características teratogênicas, carcinogênicas ou que causem distúrbios hormonais

Confira AQUI a a tabela divulgada pelo Mapa.

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