Para reforçar as ações do Governo do Amazonas de prevenção a violações de direitos humanos durante o 57º Festival de Parintins, a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) firmou parceria com as Agências da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados (ACNUR) e para as Migrações (OIM). Com isso, serão realizadas atividades de combate à xenofobia e ao tráfico de pessoas no período.
As ações integram a campanha “Boi-bumbá para todos”, desenvolvida pela Sejusc, que chega ao segundo ano, com ações de sensibilização e prevenção de grupos mais vulneráveis em grandes eventos. O ACNUR e a OIM estarão presentes no Festival de Parintins de forma inédita, sendo a primeira participação das agências no evento.
A partir do dia 25 de junho, as equipes atuarão em conjunto em pontos estratégicos da cidade com foco no combate à xenofobia, que pode se manifestar como atitudes, preconceitos e comportamentos que rejeitam, excluem e diminuem pessoas de outras nacionalidades por entender que elas são estranhas à comunidade.
Ao mesmo tempo, o trabalho irá incluir a sensibilização sobre o tráfico de pessoas, reforçando cuidados, canais de denúncia e alertando as principais vítimas, que são meninas e mulheres.
A OIM, presente em Manaus desde 2019, atua na região com o objetivo de salvar vidas e proteger as pessoas em movimento, impulsionar soluções para o deslocamento e facilitar as vias para a migração regular. Além de apoiar pessoas da Venezuela em situação de vulnerabilidade, que se encontram na capital amazonense, a organização trabalha em suporte às comunidades indígenas e ribeirinhas da Amazônia, assim como na área de mobilidade, meio ambiente e mudança do clima.
O ACNUR é uma organização dedicada a salvar vidas, assegurar os direitos e garantir um futuro digno a pessoas que foram forçadas a deixar suas casas e comunidades devido a guerras, conflitos armados, perseguições ou graves violações dos direitos humanos.
Em Manaus, a presença da agência foi restabelecida, em 2017, para atender ao fluxo de pessoas venezuelanas e de outras nacionalidades que chegavam ao norte do país, onde permanece atuante.
Com informações da assessoria
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