Em nota divulgada nesta quarta-feira (7), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) afirma que o bloqueio orçamentário, imposto pelo governo federal no dia 1º de dezembro deste ano, impede a Universidade de pagar contas como água, energia e telefone.
Ao RealTime1, a pró-reitora de Administração e Finanças da Ufam, professora Ângela Bulbol, afirma que o bloqueio do governo federal nas contas da Universidade significa que, a partir de agora, a Ufam já possui um saldo devedor.
“Nós já estamos descobertos entorno de R$ 9 milhões. Nós tínhamos esse recurso em caixa, porém o saldo foi revertido ao MEC [Ministério da Educação]”.
Além das despesas básicas, o comunicado também menciona a falta de recursos para os seguintes pagamentos:
- Contratos de serviços de trabalhadores terceirizados
- Bolsas de ensino, pesquisa e extensão
- Diárias para atividades acadêmicas
“Fica claro que o bloqueio prejudica a capacidade da Universidade em funcionar plenamente e o que mais nos preocupa é o pagamento de bolsas e auxílios de estudantes em situação de vulnerabilidade”.
Orçamento 2022
O orçamento da Ufam para 2022, segundo a pró-reitora, é de R$ 54 milhões. Ao longo deste ano, o valor foi afetado por um déficit de R$ 6.221.630 e, somado ao corte efetuado em junho pelo Ministério da Educação, esse comprometimento perfaz uma redução de R$ 13.582.419,02 no orçamento deste ano, diz a nota.
A pró-reitora ainda afirma que se a redução for mantida, impactará “drasticamente” no orçamento de 2023, uma vez que a previsão mostra ser 20% inferior ao deste ano.
O reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, está em Brasília discutindo a questão na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Bloqueio na Educação
Em nível nacional, o valor bloqueado da Educação é de R$ 366 milhões. Essa ação do governo federal, em 1º de dezembro, chegou a ser suspensa devido a repercussão negativa, mas no mesmo dia, o MEC voltou atrás e manteve o bloqueio.
Texto: Caio Fonseca