A sessão de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 abriu seus trabalhos agora há pouco em Brasília, mas os senadores governistas estão tentando impedir a eleição alegando que o senador Otto Alencar (PSD/BA), que por ser o mais velho preside o início dos trabalhos, já integra outra CPI, a da Chapecoense, não pode dirigir os trabalhos. Em outro flanco, apostam que o senador Renan Calheiros (MDB/AL) não poderá ser indicado relator por ser pai do governador de Alagoas, Renan Filho (MDB).
O senador Ciro Nogueira (PP/PI levantou uma questão de ordem para impedir a participação de Otto Alencar na CPI da Covid e da Chapecoense ao mesmo tempo. Otto, após longa discussão, negou a questão de ordem e lembrou que a mesma deveria ser encaminhada ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG), responsável pela indicação dos membros.
Outro governista, o senador Jorginho Mello (PL/AC), que também integrava a CPI da Chapecoense pediu desligamento da mesma para seguir na CPI da Covid. Em seguida enumerou várias legislações para tentar barrar a indicação de Renan Calheiros para a relatória.
Por enquanto, o grupo dos sete senadores que reúne os dois da oposição – Humberto Costa (PT/PE) e Randolfe Rodrigues (REDE/AP) – e os cinco declarados indepentente – Eduardo Braga (MDB), Omar Aziz (PSD), Tasso Jereissatti (PSDB/CE), Renan Calheiros ((MDB/AL) e o próprio Otto – estão no aguardo das manobras governistas, mas uma reunião nesta segunda-feira (26), na casa de Omar, ficou acertada a estratégia de deixá-los falar, mas manter o acordo para a eleição de Omar Aziz para a presidência, Randolfe para vice e a indicação de Renan.
Texto: Gerson Severo Dantas