A Alphabet, dona do Google, anunciou um crescimento expressivo no setor de Google Cloud, que inclui as ferramentas de Inteligência Artificial (IA), superando os lucros do YouTube. A empresa gerou US$ 12,2 bilhões (o equivalente a R$ 71,37 bilhões) no primeiro trimestre de 2025, com um lucro operacional de US$ 2,1 bilhões (R$ 12,29 bilhões).
Com um aumento de 28% em relação ao ano anterior, a divisão Google Cloud agora responde por mais de 13% da receita total da empresa, superando o YouTube, que gerou US$ 8,9 bilhões (R$ 52,07 bilhões) no mesmo período.
Esse crescimento é reflexo da integração da IA em produtos do Google, como nas buscas, onde os “AI Overviews” alcançam 1,5 bilhão de usuários mensais.
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IA e a necessidade de energia
A tecnologia, que exige enormes quantidades de dados, armazenamento e poder computacional, aumenta a demanda por eletricidade.
Estima-se que data centers, criptomoedas e IA consumiram cerca de 460 TWh de eletricidade em 2022, e esse número deve subir para 800 TWh até 2026, mais do que o consumo da Alemanha.
A solução para essa alta demanda pode estar na busca por formas mais eficientes de treinar e operar modelos de IA, o que dará vantagem às empresas que conseguirem controlar o custo energético.
Desafios e oportunidades no setor de IA
Com o crescimento do uso de IA, a busca por eficiência energética se torna crucial. Empresas como a OpenAI, dona do ChatGPT, já estão alertando sobre os custos significativos da eletricidade necessários para o processamento de dados.
A questão agora é como os gigantes da tecnologia podem balancear a inovação com a sustentabilidade energética, ao mesmo tempo em que dominam o mercado da IA.