O setor da construção civil encerrou 2021 com geração de mais de três mil empregos formais, no saldo entre demissões e contratações, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Previdência. O número é 77% superior ao registrado no ano anterior.
Segundo o Caged, no acumulado de 2021 o segmento registrou o saldo de 3.072 contratações, aparecendo como o quarto setor, no estado, que mais contratou nos 12 meses. Enquanto em 2020 a diferença entre desligamentos e admissões foi de 716 empregos gerados.
A construção civil emprega, atualmente, 23.207 trabalhadores, conforme os números do Caged.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Frank Souza, explica que apesar do saldo anual positivo na evolução das contratações, o desempenho da geração de empregos foi afetado nos primeiros meses do ano pela pandemia da Covid-19 e no último trimestre, por fatores econômicos.
“No início do ano enfrentamos a pandemia, e em seguida, no último trimestre, dificuldades em relação à inflação, ao aumento nos valores dos insumos e consequentemente, ao baixo poder de compra da população, elevadas taxas de juros, alta da taxa Selic. Isso tudo implicou nas novas contratações e nos lançamentos de novos projetos”, avaliou.
O setor manteve saldos positivos na geração de emprego de março a setembro.
Evolução mensal do emprego
A evolução mensal do emprego formal da construção civil no estado registra os seguintes resultados, segundo o Caged: janeiro (-70); fevereiro (-340); março (+790); abril (+444); maio (+211); junho (+959); julho (+616); agosto (+957); setembro (+374); outubro (-399); novembro (-81) e dezembro (-389).
Texto: Priscila Caldas
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