Um grupo de estudantes do Instituto Rio Branco, que forma diplomatas para o Ministério das Relações Exteriores, visitou, nos últimos dois dias, instituições do Amazonas para conhecerem a região e o potencial para “vendê-las” nos países em que forem servir após formados.
Os futuros diplomatas brasileiros conheceram a Suframa, o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), a Moto Honda da Amazônia, Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
A chefe do Escritório do Ministério das Relações Exteriores na Região Norte, ministra Maria Deize Camilo Jorge, destacou que a visita as instituições e entidades do Amazonas era uma oportunidade para os jovens diplomatas compreenderem um pouco da complexidade da região Amazônica e o potencial dela para o desenvolvimento tecnológico e econômico do País.
“Ao conhecerem in loco esse modelo de desenvolvimento regional (Zona Franca de Manaus), o seu potencial tecnológico e suas oportunidades de negócios, os novos diplomatas poderão vir a ser importantes aliados em futuras negociações que envolvam os interesses da ZFM“, explicou a ministra.
Ao longo das visitas, os estudantes do Instituto Rio Branco mostraram-se particularmente interessados sobre temas como cooperação internacional, utilização e compartilhamento de royalties, saberes ancestrais dos povos originários, plano de divulgação da pesquisa na Amazônia, biopirataria e patenteamento das pesquisas.
O grupo era formado por 53 alunos brasileiros e oito estrangeiros, provenientes do Equador, Peru, Moçambique, Angola, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
“A turma cumpre uma agenda intensiva de aprendizado no período de 1° a 8 de maio, em instituições do Amazonas e Pará, com o objetivo de proporcionar aos futuros representantes diplomáticos uma imersão nos desafios e potenciais da região Amazônica“, reforçou o Itamaraty.
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