quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Fornecimento de papelão para a indústria deve ser normalizado em 90 dias

Sedecti aposta nos investimentos privados da empresa Klabin, no Paraná, para normalizar o abastecimento de embalagens de papelão e embalagens no Polo Industrial de Manaus.
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A Secretaria de Estado, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) garante que em até 90 dias o fornecimento de papelão ao estado seja normalizado. As embalagens serão fornecidas a partir de expansão no volume produzido pela Klabin, no Paraná.

“Essa situação deverá ser resolvida nos próximos 90 dias com a entrada de uma nova linha de produção de papel no Paraná. Lá, uma empresa que irá fornecer o papel para papelão e embalagens, já havia iniciado os investimentos antes da pandemia e estão praticamente prontos para iniciar a produção”, informou o titular da Sedecti, Jório Veiga. 

Segundo o secretário, a oferta de papelão e a produção devem retomar o equilíbrio ao longo do segundo semestre, voltando a atender à demanda, especialmente, no quarto trimestre.  

“Essa é a expectativa da Sedecti e o Governo do Amazonas vem tentando uma alternativa para manter as aparas de papelão no Estado, evitando a exportação para outros estados. Entendemos que é uma situação pontual e que se resolverá com investimentos privados em andamento, até o fim deste ano”, enfatizou o secretário. 

Veiga atribui o aumento expressivo na demanda por papelão à mudança de hábitos do consumidor durante a pandemia da Covid-19. Ele afirma que a situação ocorreu em nível global.

“Ocorreu falta de papel para fazer o papelão no mercado. Além do que, os custos subiram muito pela maior procura. As empresas do ramo, especialmente as da fabricação do papelão, têm capacidade muito equilibrada com a demanda. O rápido crescimento da procura provocou um desbalanceamento temporário”, disse Veiga. 

Indústria defende substituição de importação

Para o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, a legislação ambiental do Amazonas é diferenciada e mais rigorosa do que em outras plantas industriais do país. Daí, a importância, segundo ele, de o estado apostar em uma política industrial de substituição de importação dentro dos padrões de sustentabilidade.

“No caso dos papelões, destinados à embalagem de produtos, o Amazonas não dispõe de uma fábrica de celulose. São insumos essenciais que dependem de outros fornecedores de fora do Estado. É importante apostarmos numa política industrial de substituição de importação dentro de nossos padrões de sustentabilidade. É preciso verticalizar a cadeia produtiva local e isso depende de fornecedores de insumos com logística adequada ao atendimento de nossas demandas”, avaliou o empresário.

Texto: Priscila Caldas

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