terça-feira, 22 de setembro de 2026

Fim da escala 6x1 avança e pressiona Senado

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O fim da escala 6×1 entrou em nova fase após a Câmara dos Deputados aprovar a proposta em dois turnos. O texto segue agora para análise do Senado, onde a disputa entre governo, trabalhadores, empresários e parlamentares deve continuar.

O acordo construído entre governo e Câmara prevê prazo de 60 dias para o fim da escala 6×1 após a promulgação da PEC. Nesse modelo, o trabalhador passaria a ter dois dias de descanso por semana já no início da transição. A redução da jornada de 44 para 40 horas semanais ocorreria em um ano.

A pauta atinge principalmente trabalhadores de comércio, serviços, alimentação, limpeza, segurança, hotelaria e atendimento. São setores em que a jornada de seis dias trabalhados e um de descanso afeta diretamente saúde, convivência familiar, estudo e qualidade de vida.

Empresários cobram adaptação, alegando impacto em custos e necessidade de reorganização das escalas. Trabalhadores, por outro lado, defendem que ganhos de produtividade e tecnologia precisam retornar também em forma de tempo livre.

O Senado será o palco da próxima pressão. A proposta tem apelo popular, mas enfrentará resistência de setores econômicos. A disputa não será apenas trabalhista; será eleitoral. Em ano de campanha, votar contra mais descanso pode custar caro.

A crítica central é que aprovar a PEC não basta. Sem fiscalização, empresas podem compensar a mudança com metas abusivas, informalidade ou acúmulo de função. O fim da 6×1 só terá efeito real se vier acompanhado de proteção ao trabalhador.

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