Em 2024, Bradesco, Itaú e Santander encerraram 856 agências, ampliando o ritmo de fechamento iniciado nos últimos anos.
O movimento reflete tanto a crescente adesão dos clientes aos canais digitais quanto a necessidade de ajuste estrutural diante da queda na rentabilidade de operações voltadas para clientes de menor renda.
Desde 2014, os três principais bancos privados do país já fecharam mais de 5 mil unidades, considerando apenas agências tradicionais.
Se incluídos outros postos de atendimento, a redução é ainda mais expressiva. Somente em 2023, 679 agências foram desativadas, evidenciando a tendência de enxugamento da rede física do setor bancário.
Bradesco lidera fechamento de agências
O Bradesco foi o banco que mais reduziu sua rede em 2024, encerrando 390 unidades e reduzindo o total de agências de 2.695 para 2.305.
A instituição, que passa por um amplo processo de reestruturação, justificou o movimento como parte de um ajuste para tornar o segmento de baixa renda mais sustentável.
Apesar dos cortes, o presidente do banco, Marcelo Noronha, destacou que a base de clientes da instituição cresceu em 2,1 milhões no ano e que 99% das transações já são realizadas por canais digitais.
O Itaú Unibanco seguiu a mesma tendência e fechou 219 agências, diminuindo sua rede de 2.491 para 2.272 pontos físicos.
Já o Santander Brasil desativou 247 unidades, reduzindo sua estrutura de 1.486 para 1.239 agências.
Digitalização e eficiência operacional
O avanço da tecnologia e a mudança no comportamento dos consumidores são fatores decisivos para a redução da rede física dos bancos.
Com a maioria das transações acontecendo via aplicativos e internet banking, as agências perderam relevância, principalmente entre os clientes de menor poder aquisitivo.
Paralelamente, o fechamento de unidades faz parte de uma estratégia de corte de custos e aumento da eficiência operacional das instituições financeiras.
A tendência indica que a digitalização continuará moldando o setor bancário nos próximos anos, com um número cada vez menor de agências físicas.
Enquanto isso, os bancos seguem ampliando seus investimentos em tecnologia e atendimento digital, buscando oferecer serviços mais ágeis e personalizados para seus clientes.
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