A filiação do governador Wilson Lima (PSC) ao União Brasil, que deverá ser sacramentada numa reunião com o presidente do partido, deputado federal Luciano Bivar (PE), na tarde desta quarta-feira (9), e do ex-governador Amazonino Mendes (sem partido), que está ficando sem opções, está colocando pressão sobre os interessados em disputar a eleição proporcional de outubro.
O problema existe porque candidatos a deputado estadual ou federal precisam estar filiados até 1º de abril, mas consideram que não é possível esperar uma definição dos caciques até o prazo final.
Candidato a deputado federal, o deputado Saulo Viana (PTB) é um dos que estão em compasso de espera para decidir por qual partido disputar a eleição. Ele tem a opção de ir para o Avante, mas se filiar a outro partido vai depender da orientação de Wilson Lima, que não definiu ainda por qual partido disputará a reeleição.
O vereador Amon Mandel (sem partido) deve confirmar a ida para o União Brasil, após acerto com a direção partidária para ficar na presidência do núcleo jovem e assim passará a apoiar Wilson.
Na oposição, Amazonino Mendes segue sem uma definição partidária e a espera de uma definição dele estão os deputados estaduais Dermilson Chagas e Wilker Barreto, que deixaram o Podemos para segui-lo no novo partido. Se não for para o UB, Amazonino teria como opção o PTB e o Pros, mas tudo segue indefinido.
Essa é uma situação que deverá estar resolvida até o início da segunda quinzena de março, no máximo, aposta o cientista político Francinézio Santos, pois os candidatos proporcionais precisam de um tempo para avaliar a chapa que um partido está formando e qual a competitividade dele dentro dessa chapa.
“O troca-troca neste ano precisa ser muito bem estudado, pois a reforma reduziu o número de candidatos por partido e dificultou o acesso as sobras de votos proporcionais”, afirma Santos.
Federação até maio
Outro complicador para os candidatos proporcionais é o prazo ampliado para a formação de federações partidárias pelos diretórios nacionais. Inicialmente o prazo para essa definição era 28 de fevereiro, com o mês de março todo para os candidatos analisarem estas novas federações e eventuamente optassem por trocar de partido até primeiro de abril.
Na semana passada, contudo, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que o prazo final para a formação das federações é 31 de maio, com registro no dia seguinte. Com isso, o prazo para analisar uma eventual troca-troca desapareceram.
Texto: Gerson Severo Dantas