terça-feira, 22 de setembro de 2026

Fila do INSS cai ao menor nível em 21 meses

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O INSS confirmou a antecipação do calendário de pagamentos de benefícios, que começa a valer a partir desta quinta-feira (7). (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil).

A fila de requerimentos do INSS caiu ao menor nível em 21 meses e encerrou junho com 1,8 milhão de pedidos pendentes. Os dados foram apresentados durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social, em Brasília. Do total, 825 mil solicitações estão em análise há menos de 45 dias, 555 mil aguardam resposta há mais de 45 dias e 451 mil dependem de alguma providência do próprio segurado.

Segundo o INSS, o tempo médio de análise está em 50 dias. O instituto também informou que vem concedendo, em média, 700 mil benefícios por mês, com recorde de 890 mil concessões em março.

A redução da fila é relevante, mas ainda precisa ser tratada com cautela. Para quem aguarda aposentadoria, pensão, auxílio por incapacidade ou benefício assistencial, cada semana de espera pode significar falta de renda para alimentação, remédios e contas básicas. O indicador melhora, mas 1,8 milhão de pedidos ainda representa uma pressão social enorme.

Entre as medidas citadas pelo instituto estão reforço de equipes, nomeação de analistas e peritos, ampliação de mutirões, uso de perícia conectada e expansão do Atestmed, que permite análise documental em determinados pedidos de benefício por incapacidade.

O dado mais positivo é a queda de reclamações por demora: entre janeiro e maio, os registros na Ouvidoria do INSS recuaram 44%, de 14.491 para 8.047.

A melhora precisa chegar também a regiões remotas, como a Amazônia, onde perícia médica, acesso digital e deslocamento até agências ainda são obstáculos. Reduzir a fila nacional é avanço; garantir atendimento justo para quem mora longe dos centros urbanos é o próximo teste.

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