O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, revelou, em entrevista ao canal RealTime1play, nesta terça-feira (30), que no próximo dia 6 de junho o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) apresentará um guia sobre os usos e aproveitamento comercial da fibra do Curauá.
“O Curauá é o abacaxi do mato, comum na nossa região, e cuja fibra é altamente resistente e já está sendo usada na confecção de portas e painéis de veículos. Eles vão lançar este produto que já é usado até por uma grande montadora nacional que estará presente aqui em Manaus”, revelou o dirigente da Suframa.
A fibra do Curauá, uma bromélia cujo fruto é um tipo de abacaxi, vem sendo pesquisada no CBA há mais de dez anos e é um dos primeiros produtos rentáveis do centro, tido como o futuro da economia amazonense.
Para Bosco Saraiva, a bioeconomia e os bionegócios que sairão dos laboratórios do CBA vão garantir o desenvolvimento da região nos próximo anos e que para isso a Suframa vai repassar aproximadamente R$ 200 milhões em recursos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&DI).
“O CBA tinha que ter sido feito lá no ciclo da borracha, que ai não teríamos perdido essa riqueza e já teríamos muitas outras para explorar, portanto ele veio com 100 anos de atraso”, afirmou o dirigente.
Fibra de Curauá é multi-uso
A fibra extraída das folhas desta espécie amazônica é muito muito “resistente, macia, leve e reciclável”. Essas características, conforme pesquisas do CBA, permitem vários usos na indústria, como substituir a fibra de vidro em peças automotivas, forros de portas e painéis. Outro uso indicado é como composto para vigas resistentes a terremotos.
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