Uma semana depois da determinação da Controladoria-Geral da União (CGU), o Exército divulgou a defesa do processo administrativo contra o general, ex-ministro da Saúde e atual deputado federal Eduardo Pazuello. Ele foi alvo de investigação disciplinar por ter participado de ato político ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2021.
Em sua defesa no processo disciplinar, o agora deputado federal Eduardo Pazuello disse ter avisado ao então comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira, que participaria do ato e que discursou após ser surpreendido por Bolsonaro, que o convocou a falar.
Apesar de transgredir normas do Exército que impedem a participação de militares da ativa em atos políticos, Pazuello não recebeu qualquer punição da Força.
A liberação do processo foi possível porque a CGU reverteu o sigilo de 100 anos sobre os autos, imposto pelo governo anterior. Desde 2021, o Exército se negava a fornecer o documento a quem pedia acesso com base na LAI.
Em maio de 2021, num momento em que o país ainda enfrentava um dos piores momentos da pandemia de covid-19, Pazuello participou de uma motociata no Rio de Janeiro e discursou num trio elétrico acompanhado de Bolsonaro. Embora o código de conduta militar impeça a participação de militares da ativa em atos de caráter político-partidário sem autorização do Comando, o ex-ministro da Saúde foi absolvido de infração disciplinar.
Da redação, com informações da Agência Brasil
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